Bando de macacos-prego invadiu casas junto ao Morro do Hospital do Caí - Crédito: Alessandra Camara

Não é novidade se ver macacos em São Sebastião do Caí, principalmente no Morro do Hospital Sagrada Família ou Morro do Martim, que fica próximo ao centro da cidade. Mas chama a atenção que cada vez um número maior de macacos-prego é visto junto das residências, mais perto da cidade, inclusive na Avenida Bruno Cassel (antigo traçado da RS 122).

Macacos são vistos cada vez com mais frequência junto das casas
– Crédito: Alessandra Camara

Na última quarta-feira, dia 19, as irmãs Alessandra e Zoraia Câmara registraram em fotos, postadas no facebook, os vários macacos que estavam junto ao Morro do Hospital. “Por anos tento mostrar aos meus netos os tais macaquinhos do morro. Minha irmã ligou que estariam ali na Galeteria Garlet. Corri lá com as crianças e pra minha surpresa estava lotado e cada vez vinha mais”, escreveu Zoraia. “Eles vinham na gente e pegavam bananas com a mãozinha. Uns com bebê na garupa”, completa, suspeitando que os macacos estão migrando para a cidade por falta de comida em seu habitat natural. A postagem com as fotos gerou grande repercussão.

Proibido dar comida

O Ibama e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Caí vem monitorando a população de macacos prego existente no Morro do Hospital, inclusive com coleta biológica, de sangue, fezes e pelo, para avaliar a saúde dos animais. A orientação é para as pessoas não darem comida aos macacos, justamente para evitar que deixem seu habitat natural e fiquem expostos aos riscos, como atropelamentos e transmissão de possíveis doenças. Em seu habitat, na mata nativa do morro, eles encontram alimentos como frutas, folhas, cascas e raízes de árvores, além de ovos de pássaros, insetos e até pequenos vertebrados.

A Secretaria de Administração e Meio Ambiente do Caí está divulgando um material com orientações e vai colocar placas para conscientização, destacando que é “Proibido alimentar os macacos prego”. “Dizem que não pode dar as frutas (banana, mamão), mas deixar eles morrer de fome? Por que não plantam frutas no morro. Não seria boa idéia?”, questiona Zoraia, preocupada com a falta de comida para os macacos. “A atitude de alimentar esses animais pode trazer inúmeras doenças a eles, como pressão alta, diabetes, cáries, problemas nos rins e fígado. Além disso, alimentá-los pode trazer problemas ao grupo, como o aumento das brigas entre os próprios macacos e aumento da reprodução, gerando uma super população”, alerta a Prefeitura.

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