Arquivo/FN

O caiense Luiz Ignácio dos Santos Borges tem 78 anos e vive nas terras, e na casa, de seus antepassados, na localidade de Chapadão Alto, no interior de São Sebastião do Caí.

Ele já passou por graves problemas de saúde mas agora está muito bem disposto e ficou mais animado ainda quando recebeu, na última segunda-feira, a visita do seu amigo Assunção Barros da Rosa.

Os dois se conheceram no ano de 1977, quando ambos prestaram socorro às vítimas de um grave acidente ocorrido na RS-122.

Luiz Ignácio comandou o trabalho de salvamento e Assunção ficou impressionado com a sua bravura no comando do trabalho de liberação do motorista acidentado. E os dois se tornaram amigos desde então.

Este episódio inspirou o trovador e poeta Assunção a escrever os versos de um poema em homenagem ao bravo caiense Ignácio dos Santos Borges.

Ignácio Borges

Versos de Assunção Barros da Rosa

Ignácio Santos Borges
De São Sebastião do Caí.
Gaúcho guapo daqui,
Esteio da tradição.
Divertido sem lorota
Da terra da bergamota,
É cepa do Chapadão.

Coordenador de rodeio,
Conhece a lida campeira:
Dar sal, curar bicheira.
De bombacha e tirador,
Boleadeira em ponta de lança
nassurqueando bom de dança,
Xucro taura alambrador.

Temperado na Pampa-larga,
Sortudo de muito lucro,
Conhece o potro xucro
Da serra ao descampado.
Grozeando muitos cascos
E assou muitos churrascos.
Rasgou terra com arados.

Cerne vermelho de angico
Ou palanque de curunilha
Galopou pelas coxilhas
O Zarreio é seu Trono
Desde os tempos de guri.
Na epopéia do Caí
Há pouco foi o patrono.

Amigaço de longo tempo
Do tempo das carreteadas
Apartes e Campereadas
Alça guapo pé no estrivo
Nas cruzadas e caminhos
Vai uns versos com carinho
Prau Taura mais Prestativo.

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