Com materiais doados pela comunidade, voluntárias da Corrente Virtual do Bem confeccionam roupinhas de lã para as crianças do bairro Navegantes - Crédito: Corrente Virtual do Bem

O trabalho das “Formiguinhas Tricoteiras” é muito importante para que no início do inverno muitos “anjinhos” estejam aquecidos. Foi o quê postou a caiense Zoraia Camara, a “Laia”, em sua página no facebook, destacando o trabalho das mulheres da sociedade de São Sebastião do Caí que tricotam o ano todo para, quando esfriar, doar roupas quentinhas para quem precisa. “As amigas da Corrente Virtual do Bem trabalham todo o verão. Isso acontece há muitos anos. É um trabalho silencioso e solitário, que não visa lucro e nem ibope, apenas satisfação e responsabilidade social”, escreveu Zoraia, lembrando que quem puder ajudar pode contribuir com lã, linhas, agulhas de crochê e tricô, fitas e botões.

Muitas peças já foram entregues para as famílias que necessitam e mais poderão ser beneficiadas com materiais doados pela comunidade
– Crédito: Corrente Virtual do Bem

Zoraia postou fotos do trabalho confeccionado por Lerenice Klein, uma das “Forguinhas Tricoteiras”. Lerenice, aliás, também é responsável pela ação “Seu lixo me serve”, que reveste casas com caixas de leite, para se tornar isolante térmico durante o inverno, beneficiando famílias carentes. Mas Zoraia destaca que são várias mulheres que trabalham como “formiguinhas. As doações de roupas são entregues para crianças do bairro Navegantes, maiores prejudicadas com o frio, umidade e até com as enchentes que costumam atingir o Caí. As famílias beneficiadas são selecionadas pela Corrente Virtual do Bem. “É um trabalho feito com muito amor e dedicação. Entregam tudo cheiroso e impecável. E vai para quem realmente precisa e vai cuidar com o mesmo amor que foi doado”, completa Zoraia.

Zoraia lembra que a Corrente Virtual do Bem foi criada em 2017, aproveitando a internet e redes sociais para mobilizar a comunidade em ações beneficentes. O trabalho pode ser conferido na página Corrente Virtual do Bem. Assim as pessoas podem doar aquilo que não serve mais em casa, dando para quem necessita. Lerenice recorda que faz três anos que colabora. Os materiais utilizados ela própria compra ou recebe doações. “O crochê é uma terapia e a maneira de ajudar quem precisa. A cada peça fico imaginando a criança usando. Fiz mais de 50 peças, entre ponchos, blusões, casacos, toucas, mantas e meias”, diz. “Fazer a diferença na vida de alguém é nossa obrigação se queremos um mundo melhor. Todos sabem fazer algo. É só querer”, conclui.

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