Direção do hospital do Caí alega que falta de profissionais impede reabertura da UTI Covid - Crédito: Maicon Hinrichsen/ Palácio Piratini

No mês passado foi muito comemorada a instalação da UTI para atendimento de pacientes de Covid-19 no Hospital Sagrada Família de São Sebastião do Caí. O próprio governador Eduardo Leite, através de uma videoconferência, fez questão de entregar os cinco leitos ao hospital, que pela primeira vez passou a contar com uma UTI.

Desde a última terça-feira, entretanto, dois dos leitos da UTI Covid estão bloqueados. Segundo a administradora do hospital, Maitê Bohn, a medida foi tomada devido a falta de medicamentos, principalmente bloqueadores neuromusculares, que são utilizados em anestesia e são fundamentais na intubação dos pacientes. “Estamos no limite do nosso estoque”, lamentou a administradora. E para não comprometer o atendimento aos demais pacientes, já que os outros três leitos da UTI estão ocupados, foi necessária a limitação, com o bloqueio de dois leitos. E o mesmo ocorreu com relação as cirurgias eletivas, agendadas pela Secretaria Municipal da Saúde e que estão suspensas desde a última terça-feira.

Maitê diz que aguarda o fornecimento dos medicamentos, mas por enquanto não existe previsão para a chegada dos sedativos. “Quanto recebermos, os leitos poderão ser liberados e as cirurgias eletivas retornarem”, diz a administradora. Além dos contatos com fornecedores, a situação já foi informada ao Ministério da Saúde e o Governo do Estado. O Ministério busca conseguir a medicação junto aos laboratórios. Outros hospitais do país enfrentam o mesmo problema, com estoques baixos e falta de medicamentos. Portanto, mesmo que tenha os equipamentos e profissionais, os hospitais ficam impossibilitados de realizar o atendimento destes casos graves  sem a medicação necessária, que tem tido alta demanda e preços elevados.

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