Criadora garante que animais eram bem cuidados - Reprodução/FN

A proprietária do criadouro de onde foram retirados 49 cães da raça pug, em São Sebastião do Caí após denúncia de maus-tratos, fez manifestações através de seu facebook, na internet. Negou que os animais eram maltratados e mostrou vídeo de seu imóvel. Disse que os cachorros não ficavam confinados, tendo inclusive espaço para correr o dia inteiro. Contou que se mudou para o local, no bairro Lajeadinho, justamente para que os cães tivessem mais conforto. Em outra postagem, mostrou os cuidados, inclusive com tratamento veterinário. E protestou pelo fato de ter ocorrido uma invasão de sua propriedade, por ativistas do grupo SOS Pug, sem ordem judicial.

AÍ PESSOAL UM VÍDEO DOS CÃES, DEPOIS DE ALIMENTADOS E LIMPOS, ESSE DIA NÃO ESTAVAM SOLTOS PORQUE ESTAVA CHOVENDO MUITO.ENTÃO ISSO PROVA QUE ELES NÃO VIVIAM EM SITUACAO DE MAUS TRATOS NÃO.

Publicado por Patricia Andrade Gomes em Quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A criadora citou ainda que sua advogada ingressou com ação cautelar de urgência visando reaver todos os cães. E que se isso não ocorrer de forma jurídica, adotará outras medidas, garantindo que terá todos os seus cachorros de volta. Ainda postou que na noite anterior a invasão tinha procurado o posto de saúde do Caí devido a problemas de saúde, com febre alta, o que a impediu de fazer a limpeza do local. Postou também um vídeo hoje mostrando os cães bem alimentados e limpos, garantindo que não viviam em situação de maus-tratos.

A investigação

A delegada de polícia de São Sebastião do Caí, Cleusa Spinato, instaurou inquérito policial para apurar os fatos ocorridos na última sexta-feira, dia 2. O caso ganhou grande repercussão e foi parar na Delegacia de Polícia. Conforme ativistas da ONG SOS PUG, foram recebidas denúncias de moradores sobre maus-tratos aos animais num local que estaria funcionando como um criadouro para a venda. Os voluntários informaram que encontraram os cães em situação precária e insalubre, em meio a fezes e urina, além de faltar comida e água. Eles citam que os animais foram examinados, sendo constatados casos de anemia, infecções, pneumonia, tumores, desidratação e problemas oculares e de pele graves, além de suspeita de cinomose, que é uma doença viral altamente contagiosa. Um dos integrantes disse que ainda estão sendo feitos exames nos cães. E os resultados serão entregues para a Justiça.

A delegada adianta que há fortes indícios de maus-tratos, sobre as denúncias de crueldade contra os animais, lesões corporais, ameaças e vias de fato. Voluntários e proprietária já prestaram depoimento. Conforme a delegada, todas as ações e condutas serão apuradas e as pessoas responsabilizadas por aquilo que cada um praticou. E enquanto transcorre a investigação, os animais devem seguir em lares provisórios sob tutela das pessoas que os resgataram.

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