Dona do canil diz que portão e portas foram arrombadas - Crédito: Daniel Fuchs Klein/FN

A reportagem do Fato Novo esteve na tarde desta sexta-feira, dia 9, no sítio na margem da Estrada da Barra, na localidade de Lajeadinho, em São Sebastião do Caí, onde funciona o Canil 3 Q Pugs. Foi deste local que uma semana atrás, no início da manhã de sexta-feira passada, dia 2, foram resgatados os cães da raça pug por um grupo de Porto Alegre.

Patrícia mostra os locais em que criava os cães: “não sobrou nenhum” – Crédito: Daniel Fuchs Klein/FN

Patricia Andrade Gomes, proprietária do canil, mostrou o cadeado que foi arrombado no portão da propriedade e a porta da maternidade quebrada. Ela conta que faz três meses que alugou o sítio, onde já funcionava um canil antes. Da maternidade diz que foram retirados quatro filhotes, de menos de três meses. Outros cerca de vinte estariam numa casa de madeira, logo adiante. E mais em outra casa, nos fundos, e na própria residência em que Patrícia estava dormindo. Ela e um colaborador contam que nada puderam fazer, pois eram cerca de vinte pessoas que invadiram o local. “Foi uma invasão orquestrada e criminosa”, acusa, citando que não tinham nenhuma ordem judicial. Patrícia também negou maus-tratos aos animais e que o local estivesse insalubre, como denunciaram os membros do grupo SOS Pugs. E afirma que foram retirados 54 cães da raça pug e não 49 como foi informado pelos ativistas.

Canil já conquistou várias premiações – Crédito: Daniel Fuchs Klein/FN

Não ficou nenhum cão no canil. Sobre uma mesa Patrícia mostra os inúmeros troféus e premiações conquistadas em exposições ao longo de sete anos como criadora. “Tive o melhor pug do Brasil”, diz, lamentando que o animal faleceu meses atrás. “Tenho cães pelo Brasil inteiro e em vários outros países”, completa. Diz que alguns cães são destinados para a venda, sendo que para o exterior chegam a custar 1,6 mil dólares (mais de 8 mil reais). Já no Brasil, agora com a pandemia, cita que o valor baixou, com filhotes custando entre 3 e 4,5 mil reais. Na casa Patrícia mostrou ainda os produtos usados para limpeza, grande quantidade de ração, brinquedos dos cães e até um equipamento que usava para ecografia. “Investi 12 mil reais neste aparelho”, afirma. Natural de Quaraí, ela já tinha canil em Canoas e diz que decidiu investir no Caí para ter mais espaço e conforto para os animais. Declarou que tem planos de comprar o imóvel e construir mais um prédio de alvenaria para o canil.

Cães pugs foram levados para lares temporários – Crédito: SOS PUG

Patrícia agora espera que os pugs retornem. Ontem, quinta-feira, a Justiça concedeu uma liminar que determina a devolução à proprietária de 54 cães, considerando que a invasão do imóvel não teve amparo legal. A criadora ressalta que os cães devem ser devolvidos imediatamente, mas até a noite desta quinta-feira isso não tinha ocorrido. Segundo o advogado da criadora, a pessoa responsável do grupo está sendo procurada para ser intimada, mas ainda não foi localizada. Conforme informações, os cães estão em lares provisórios, já tendo passado por exames e medicados. De acordo com advogada do grupo, foi solicitada a revogação da liminar, para que os cães não sejam devolvidos.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here