Apesar da solidez das suas grossas paredes, o prédio estava sujeito a desmoronar devido ao abandono /Renato Klein/FN

Na noite desta última segunda-feira a cidade recebeu uma ótima notícia. Em reunião realizada no palco do Centro de Cultura, foi apresentado aos caienses o projeto de restauro do antigo prédio que os caienses conhecem por haver abrigado um presídio.

Situado na avenida Tiradentes, esse casarão antigo foi construído para ser uma casa comercial. Um empreendimento do comerciante Frederico Engel, concluído em 1886 e permanece de pé como símbolo de uma época de ouro da cidade: a virada do século XIX para o século XX. Período no qual o Caí se destacou como centro comercial e suporte para o grande empreendimento que foi a implantação da colônia italiana na região serrana.

Abandonado há décadas, o prédio está muito deteriorado, mas as suas grossas paredes estão ainda sólidas.

O projeto de restauro já está pronto e foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico do Estado e deverá ser realizado com recursos de empr esas que poderão destinar para essa finalidade uma parte do imposto de renda que teriam a obrigação de entregar ao governo.

Devido ao fato de estar situado ao lado do Centro Integrado Navegantes e próximo da Escola Municipal Alencastro Guimarães, a estrutura – após restauro – deverá ser usada para atividades culturais e com estudantes da comunidade local, por isso a criação do Banco de Talentos do Caí.

Abandonado há algumas décadas, o prédio está se tornando numa ruína.

Até árvores cresceram dentro do prédio e, se não fosse o movimento que agora está encaminhando a restauração do prédio, o velho prédio estaria sujeito a desmoronar.

O projeto
A produtora cultural Carmem Langaro e a arquiteta Cristiane Motter expuseram detalhes da parte arquitetônica da proposta, cujo o projeto foi inteiramente pago pelo governo do Estado através do programa Pró-Cultura. “O espaço tem de ser usado para atividades culturais e também, quando implementado, terá importante papel social na comunidade do bairro”, destacou Carmem. “Sugerimos o nome de Banco de Talentos do Caí e uma ampliação com sala de amplo uso que pode se tornar um auditório com capacidade de 80 lugares”, destacou Cristiane.

Reprodução/FN

Segundo a arquiteta, a obra tem duas etapas distintas. A primeira é a do restauro da fachada ainda em pé, com 600 metros quadrados de área e investimento orçado em R$ 943 mil. A outra se refere a ampliação, de 200 metros quadrados e orçamento de R$ 450 mil. “Com mais alguns custos adicionais normais nesse tipo de trabalho, fechamos uma previsão orçamentária em torno de R$ 1,5 milhão”, afirmou Cristiane.

Reprodução/FN

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