Protesto teve mobilização na Praça e passeata pelo centro - Reprodução/FN

Manifestações contra o racismo têm ocorrido em diversas cidades do planeta. Os protestos contra a discriminação racial têm se intensificado desde a morte do americano Geoge Floyd, de 46 anos, após ter sido asfixiado por um policial branco.

Cartazes foram feitos com palavras de ordem
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Em São Sebastião do Caí também aconteceu uma manifestação ontem, sábado, marcando a luta contra o racismo no município e na região. Segundo informações, foi o primeiro manifesto negro da história do Caí, que ocorreu através de um protesto na praça central. “Fizemos um discurso sobre o racismo, cartazes, pedimos respeito, falamos das dores e os nomes de todo os negros inocentes mortos. Saímos em passeata pelo centro com gritos contra o racismo velado em nossa região. Tudo que estava engasgado. Como entrar em lojas e ser tratado como suspeito de roubo”, destaca o grupo.

Negros e brancos participaram juntos da manifestação
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Líder do movimento negro no Caí, Deyvid Mello diz que os negros estão cansados do racismo que ainda está muito presente na sociedade. Ressalta que no movimento participaram pessoas de todas as idades, tanto brancos como negros, em uma união muito forte. E foi aproveitado o momento em que o tema racismo está em evidência para realizar essa primeira manifestação. “Passamos por isso todos os dias. Achamos justo sair e reivindicar”, diz Deyvid, citando que tem um grupo no face com quase duzentos negros da cidade e outro no whats em que são debatidos assuntos visando buscar melhorias, relatos, apoio quando alguém precisa. “É muito grande a dor de todos, principalmente aqui em nossa região, onde somos minoria. Nossa ideia é incentivar o negro daqui para tomar os espaços, como na política, professores, bancos, hospitais e outros cargos. Hoje não se vê. Queremos que isso seja algo normal”, completa.

Manifestações se intensificaram pelo mundo após policial branco matar negro por asfixia nos Estados Unidos
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A manifestação na praça e a passeata pelo centro, reunindo cerca de 50 pessoas, chamaram a atenção de quem estava pelas ruas e nas lojas. Deyvid, que organizou a mobilização junto com Jean Carlo e demais caienses do grupo, diz que o movimento anti-racista está ganhando apoio, principalmente nas redes sociais. “Cada dia o povo negro está mais unido contra o racismo”, conta. Ele cita que a manifestação de ontem foi emocionante. Lembrou o momento em que um jovem branco parou diante do protesto e começou a gravar e a chorar. Questionado por que estava chorando, relatou que faz parte de um grupo de dança e seus colegas muitas vezes sofrem com o racismo quando vão se apresentar. Citou, ainda, que sua família também é racista. “Não é a primeira vez que uma pessoa branca me fala esse tipo de coisa. Na maioria das vezes o racismo é ensinado dentro de casa”, lamenta Deyvid, citando que o grupo pretende realizar outras manifestações e atos contra a discriminação racial.

1 COMENTÁRIO

  1. O que mais tem ai no sul e descriminacao contra negros com pessoas com mais de 50 anos pra arrumar trabalho e pessoas de outros estado sou uma prova viva pois morrei por ai ex sao jose do sul salvador do sul

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