Casa de Carnes Costelão não chegou a ser fechada Guilherme Baptista/FN

A Casa de Carnes Costelão e o Supermercado Flach voltaram a funcionar normalmente nesta quarta-feira, dia 12. Os dois estabelecimentos comerciais, que foram alvo de uma operação de fiscalização da Força-Tarefa do Programa Segurança Alimentar, tiveram grande quantidade de carne, além de outros produtos, apreendidos na tarde da última terça-feira. A ação foi realizada pelo Ministério Público, Polícia Civil e Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual. O mercado chegou a ser fechado, já a dona da casa de carnes foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo e encaminhada para a Delegacia de Polícia. Conforme o promotor Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os estabelecimentos autuados apresentavam problemas como carnes sem procedência e inspeção, em péssimo estado de conservação, fora da temperatura, frangos congelados contendo insetos na embalagem, produtos fora da validade, embalagens danificadas e diversos problemas de falta de higiene.

Proprietária da casa de carnes, Michele Athaydes garante a boa qualidade e a procedência dos produtos
Guilherme Bapista/FN

A proprietária da casa de carnes, Michele Athaydes, foi liberada após prestar depoimento na DPPA de Montenegro. Ela procurou a reportagem do Fato Novo nesta quarta-feira para esclarecer que recebeu notificação da Vigilância Sanitária do Município para adequações dentro de um prazo de 30 dias, que vence em 14 de setembro. Garante que tudo estava sendo providenciado, incluindo a exigência da procedência da carne constar no balcão. Ressaltou que encaminhou o pedido de alvará sanitário, já tendo sido feitas as inspeções e pagamento das taxas, mas lamentou que o documento esteja demorando. Michele garante que o local não apresentava problemas de higiene e limpeza, tanto que o estabelecimento não foi fechado pela fiscalização. Diz também que não existiam produtos vencidos. Sobre o álcool apreendido, alega que era para a limpeza do próprio estabelecimento e não para a comercialização. A comerciante garante que a carne vendida pelo estabelecimento sempre teve procedência e com boa qualidade. Ela diz que mostrou na Delegacia as notas fiscais, lamentando que o frigorífico de Portão que forneceu não tinha licença para comercializar para fora do município.

Super Flach voltou a funcionar na quarta-feira
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Além do prejuízo financeiro, os comerciantes lamentam mais o abalo, mas garante que a casa de carnes tem boa credibilidade e os clientes continuam comprando produtos no local. “Estamos a disposição no açougue para quem quiser tirar qualquer dúvida, conhecer nosso estabelecimento e ver os produtos comercializados”, concluiu Michele.

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