Vereadora Adriane Colling Kinzel diz que não é pré-candidata - Arquivo/FN

A vereadora e primeira-dama Maria Lourdes Francisco (PDT) solicitou o afastamento da atual presidente da Câmara Municipal de Pareci Novo, vereadora Adriane Colling Kinzel (PTB).

Em ofício encaminhado na última quinta-feira, dia 24 de outubro, Lurdes alegou que, com base no artigo 110 do Regimento Interno da Câmara e no artigo 41, inciso IV e VI da Lei Orgânica, no cumprimento do dever, requer à Mesa Diretora, ouvido o soberano plenário, a constituição de comissão de ética e decoro parlamentar, bem como pediu o afastamento da vereadora Adriane. Segundo Lurdes, a atual presidente do legislativo teria sido condenada em ação civil pública por ato de improbidade administrativa  e a perda dos direitos políticos por cinco anos, em processo promovido pelo Ministério Público.

Acusação

O Ministério Público propôs Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra quatro pessoas, entre elas Adriane Colling Kinzel, referindo que nos meses de janeiro a setembro de 2008, quando ela era secretária municipal de educação, teria permitido, facilitado e concorrido para que uma das rés auferisse indevida vantagem patrimonial, com prejuízo ao erário municipal, ao receber valores correspondentes a atendimentos e encaminhamentos psicopedagógicos a alunos e professores da rede de ensino municipal não prestados por ela. Uma das rés, acusada de ser beneficiada, foi condenada ao ressarcimento integral do dano. Já Adriane e outras duas mulheres foram condenadas ao pagamento de multa correspondente a uma vez o valor do dano, além da suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

Manifestação de Adriane

A presidente da Câmara, vereadora Adriane Colling Kinzel, informou que o pedido deu entrada hoje, terça-feira, na Câmara. “Será analisado o mérito e os trâmites legais, como todo e qualquer documento”, declarou.

Sobre o pedido de seu afastamento, Adriane disse o seguinte: “É mais uma perseguição e retaliação. Estou me defendendo de um processo da época do mandato do seu Oregino Francisco, atual prefeito, no mandato dele do ano de 2008. Nesse processo continuo me defendendo. Esse pedido, repito, é uma retaliação e perseguição a minha pessoa, que não aceita certas imposições do Executivo. É uma forma de intimidação”. “Tudo porque o prefeito e a vereadora Lurdes respondem processos de ameaça, de colocar fogo em residência de vereadores. E agora querem fazer de tudo para denegrir a imagem das outras pessoas”, completa Adriane, lembrando que o processo onde é acusada ainda não foi transitado em julgado e cabe recurso. “Isso que sofro muito mais retaliações no meu ambiente de trabalho, por parte do Executivo, que não vieram a público ainda”, concluiu.

Prefeito nega ameaças

O prefeito Oregino Francisco (PDT) diz que não responde a nenhum processo por ameaças e nem por acusação de colocar fogo em residência. “Vou tomar todas as medidas judiciais cabíveis”, afirma, sobre as acusações.

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