Buracos e alagamentos voltaram a colocar motoristas em perigo, na Costa da Serra - Crédito: Fernando Reidel

Depois da longa luta pela recuperação da RS 411, os moradores da localidade de Costa da Serra e usuários da rodovia estão novamente enfrentando o estado precário de pavimentação.

Em 2018 um trecho da rodovia, de onde tinha sido retirado o asfalto, ficou nove meses abandonado e em condições terríveis. Somente em agosto do ano passado a recuperação do asfalto foi concluída. Mas as boas condições do pavimento não duraram muito.

Após terminados os trabalhos, o empresário Fernando Reidel, proprietário de um posto de combustíveis e que sempre lutou pelas melhorias na Costa da Serra, alertou sobre a qualidade do trabalho. “Não foi bem feito. Faz dois meses que estou ligando. Cheguei a contar a quantidade de buracos e também falei ao Daer sobre os desníveis”, diz.

Velhos problemas voltaram a colocar em risco usuários da rodovia
– Crédito: Fernando Reidel

Com as recentes chuvas, além dos buracos, também tem ocorrido problemas de alagamentos na rodovia, aumentando o risco de acidentes. Vários pneus e rodas têm sido danificados. “A situação está caótica novamente. São verdadeiras crateras. Fui premiado. Pago todos os impostos em dia e ainda tenho que arcar com mais esse prejuízo”, protestou um motorista, que postou fotos dos danos em seu pneu e alertou sobre o perigo de trafegar pela ERS 411. O risco é ainda maior durante a noite, principalmente para os motociclistas. A rodovia já foi palco de vários acidentes graves, inclusive com mortes.

A reportagem entrou em contato com o Daer, que enviou uma resposta através de sua assessoria de imprensa. “A malha rodoviária foi afetada pelas fortes chuvas que atingiram o Estado nas últimas semanas. Nesse sentido, está na programação da 11ª Superintendência Rodoviária do Daer de Lajeado realizar uma operação tapa-buracos na rodovia assim que o fornecimento de massa asfáltica for normalizado. O material está em falta no momento devido à redução de operação das usinas durante o período das enchentes”, justificou o Daer.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here