Tratamento está sendo realizado em Curitiba - Reprodução/FN

Boas notícias no tratamento para a recuperação da perna esquerda de Natália Barbosa Tavares, de 8 anos, moradora de Montenegro. Na última quarta-feira, dia 13, “Nati” retornou de Curitiba (Paraná), onde está ocorrendo o tratamento no Hospital Vita. Conforme o pai, Claudio Tavares, foram feitos novos exames e o tratamento está sendo um sucesso. “Como o osso da perna já está consolidado, a cirurgia para retirada do aparelho fixador externo foi antecipada. A previsão era para julho, mas agora será em 11 de março”, comemora. Depois Natália seguirá em tratamento com antibióticos para evitar infecção. E terá de ser feito um novo procedimento, uma semana depois da cirurgia, para a colocação de uma placa de sustentação para evitar refratura. Mas está tudo indo muito bem. “Para quem tinha um diagnóstico de amputação, a Nat é um exemplo de superação, servindo de inspiração para muitas pessoas. Agora está com osso novo, que tem que ser cuidado”, completa o pai.

Menina montenegrina de 8 anos colocou aparelho para salvar a perna esquerda
– Reprodução/FN

O tratamento da menina montenegrina, que já tinha superado um tumor anterior, só foi possível graças à mobilização da comunidade. “A Nati contagia a todos”, diz o pai, emocionado. A campanha foi muito além da expectativa, angariando os recursos suficientes para a cirurgia, compra do aparelho importado dos Estados Unidos e o tratamento. Através do tratamento e colocação do aparelho, está concluindo o alongamento ósseo da perna, de cerca de 1 milímetro ao dia, alcançando a meta dos 8 centímetros. “Quando tirar o aparelho e ficar boa, a primeira coisa que quero fazer é tomar banho sozinha”, revela. Mesmo em tratamento, Natália segue com os estudos, agora com o ensino domiciliar, através da Escola Walter Bellian. Mesmo com o aparelho, ela caminha com o apoio de andador.

 

 

Juntos com a Natália

Campanha garantiu recursos para o tratamento de Nati
– Reprodução/FN

Após uma fratura na tíbia da perna esquerda, Nati, como é mais conhecida a simpática e comunicativa estudante da escola Walter Belian, fez uma cirurgia cinco anos atrás. Só que ao ser retirado o aparelho fixador externo de Ilizarov, notou-se que não se consolidou e surgiu o temor de necessidade de amputação da perna. Os pais, Claudio e Daniela, foram atrás de alternativas para enfrentar o problema da Neurofibromatose (NF1), uma doença neurológica rara. A primeira notícia era de que o tratamento só poderia ser feito nos Estados Unidos, o que geraria um custo de cerca de R$ 250 mil. Mas depois de uma viagem para o Paraná, veio a notícia de que a cirurgia, com a colocação de um aparelho, poderia ser feita em Curitiba. Com isso a despesas caíram pela metade. Uma grande mobilização foi feita junto à comunidade para garantir os recursos necessários para o tratamento.

Através das doações por contas bancárias, no site Vakinha, rifas e outras iniciativas, foram arrecadados recursos suficientes para a compra do aparelho e despesas médicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here