Quarta etapa do projeto de restauração da Estação da Cultura deve estar pronta no próximo mês, com mais um espaço cultural - Crédito: Efica

Estão adiantadas as obras de restauração da antiga casa do chefe, na parte dos fundos do complexo da Estação da Cultura (antiga estação férrea) de Montenegro. É a quarta etapa do projeto de restauração da Estação. Anteriormente, também através de recursos da Braskem, através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), desde os tempos de Copesul, mais a contrapartida do município, foram recuperados desde 2006 o prédio principal, em 2009 o antigo prédio dos Correios e Telégrafos, e em 2016 o antigo restaurante (agora Espaço Braskem).

Prédio estava em ruínas
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

A restauração da Estação da Cultura é coordenada pela Entidade de Filantropia, Cultura e Arte (Efica), entidade formada por senhoras da sociedade e que neste ano está completando 50 anos. Conforme a presidente da entidade, Clarice Biehl, as obras da antiga casa do chefe iniciaram em maio deste ano, com um certo atraso devido a pandemia. Mas agora os trabalhos estão a todo vapor. O que eram paredes em ruínas, teto e piso podres, agora já está com mais de 70% da restauração concluída. O local, que estava no mais completo abandono, inclusive sendo ponto de consumo de drogas e prostituição, vai ser transformado em mais um espaço para a cultura. E isso mantendo a arquitetura original e inclusive algumas pedras do piso da entrada e alguns desenhos das paredes.

Restauração está ocorrendo através da LIC, com recursos da Braskem e município
– Crédito: Efica

O local terá um salão para cerca de 80 pessoas, mais salas para oficinas. No espaço poderão ocorrer palestras, reuniões, oficinas, apresentações culturais e outras atividades. E também terá os banheiros externos, que poderão ser utilizados pelos visitantes, inclusive em eventos. Era uma das maiores carências do complexo da Estação. Dentro do projeto de sustentabilidade, já foram instaladas 56 placas fotovoltaicas, gerando energia limpa e uma economia de 98%. As placas para energia solar foram colocadas no telhado da plataforma, local com maior incidência de luz solar. Com isso todo o complexo da Estação da Cultura fica auto-suficiente em energia.

Foram instaladas placas fotovoltaicas para abastecer toda a Estação da Cultura com energia solar
– Crédito: Efica

O investimento na restauração será de R$ 674.669,95 pela empresa Braskem, do Pólo Petroquímico, mais a contrapartida do município, de 12,72%, o que equivale a R$ 85.847,12.

Clarice Biehl não esconde o desejo das senhoras da Efica de dar andamento ao projeto com mais restaurações, como de outro prédio em ruínas. “Tem um pré-projeto, mas primeiro vamos terminar uma obra para depois pensar na próxima”, diz, ressaltando a importância da atual conquista. Outro sonho é de trazer uma antiga locomotiva Maria-Fumaça, que está atualmente na Ulbra, em Canoas. Mas os custos para o transporte e a restauração são bastante altos.

O engenheiro Udo Artur Hass informa que o cronograma de restauração da antiga casa do chefe dentro do previsto. “As paredes foram preservadas, mas o telhado teve que ser demolido, assim como o piso”, diz, citando que a maioria das esquadrias também estavam tomadas de cupim. “Até outubro queremos terminar todas as obras”, diz o engenheiro.

A expectativa é de que, após o fim da pandemia, a Estação da Cultura volte a receber um grande movimento em seus eventos e atividades, já com o aproveitamento da casa do chefe, neste que é um dos maiores patrimônios históricos e culturais do município, com mais de 110 anos de história.

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