Bloqueios, a partir das 17h desta sexta-feira, devem causar congestionamentos - Arquivo/FN

Moradores e usuários das rodovias ERS 411, no trecho da Costa da Serra, e da RSC 287, entre os bairros Panorama e Santo Antônio, em Montenegro, que aguardam há muito tempo por obras, estão organizando um grande protesto para esta sexta-feira, 17 de maio. A mobilização, segundo lideranças, está prevista para o final da tarde, a partir das 17h. E deve durar cerca de uma hora, o que provavelmente vai causar transtornos e congestionamentos. Mas para os organizadores é o único jeito de chamar a atenção do Governo, já que consideram que até agora nenhuma providência foi tomada, deixando a população em grande perigo.

Airton Quadros, que é líder comunitário do bairro Panorama, e Claudiomiro Tomasi, o “Gringo”, da Costa da Serra, esperam a participação da comunidade, que tem sido a mais prejudicada pela demora na realização das obras. Segundo eles, será no mesmo horário, tanto na 287 como na 411, com o bloqueio das rodovias. Eles destacam que foram convidados não só moradores e usuários das estradas, mas também escolas, empresas e comunidade em geral. E citam que foi solicitado o apoio da Polícia Rodoviária Estadual e da Brigada Militar, para garantir a segurança.

Abandono na Costa da Serra

Na Costa da Serra, moradores e usuários da RS 411 estão revoltados com o descaso
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

A situação da ERS 411 é muito precária. Em setembro do ano passado foram iniciadas obras em alguns pontos da localidade de Costa da Serra, com a retirada do asfalto. Só que no mês seguinte, em outubro, a obra foi abandonada sem a colocação de novo asfalto. Com isso virou estrada de chão, com buracos, desníveis, lama e poeira, além do risco de acidentes. Na semana passada uma pessoa ficou ferida em acidente e por pouco não ocorreu uma tragédia. Cansados de esperar, na manhã do último sábado alguns moradores, com tratores e enxadas, taparam buracos e buscaram melhorar as condições precárias do trecho. “Não fazem nada. Nós que temos que fazer”, disse Valdeci Pacífico, com uma enxada. “É um caso de calamidade pública”, completou o ex-prefeito de Brochier, Lairton Pilger, também com ensada, enquanto Elson Peiter e Gediel Griebeler usavam tratores.O Daer alega que já pagou as pendências com fornecedor de asfalto e com empreiteira. E que solicitou para a empresa responsável, a Giovanella, que faça a retomada da obra, o que até agora não aconteceu. Conforme o empresário Fernando Reidel, que vem mantendo contato com o Daer e empreiteira, a promessa é de que a obra será retomada na próxima semana. Entretanto, isso ainda não está confirmado. Na última terça-feira, o abandono da rodovia foi novamente destaque no programa Jornal do Almoço, da RBS TV.

De acordo com Claudiomiro Tomasi, o protesto deve se concentrar próximo do curtume, num dos pontos mais críticos da RS 411.

Só promessas na 287

Moradores estão cansados de esperar por mais segurança na travessia da RSC 287 – Crédito: Guilherme Baptista/FN

Já o trecho de sete quilômetros da travessia urbana das RSC 287, entre o trevo do Posto Shell até o trevo do Frigonal, desde dezembro de 2017 está sob a responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). Um projeto, incluindo rotatórias e vias laterais, foi apresentado, mas até agora nenhuma obra saiu do papel e os acidentes são praticamente diários. Está cada vez mais difícil atravessar a rodovia, principalmente nos trechos dos bairros Santo Antônio de Panorama, devido ao intenso movimento. Outros protestos, reuniões e audiências públicas já ocorreram, mas nada da obra sair do papel.

Conforme Airton Quadros, moradores da Panorama devem se concentrar na margem da rodovia, perto da entrada do bairro. E depois devem descer para se juntar com os moradores no bairro Santo Antônio, na altura do trevo do Ipiranga, para dar continuidade ao protesto.

Manifestação do secretário dos transportes

Na última semana um grupo de vereadores esteve em reunião com o secretário de transportes do Estado, deputado Juvir Costella e técnicos da EGR. O secretário, na última sexta-feira, também concedeu entrevista para a Rádio América. Costella disse que a questão da RSC 287 está sendo tratada com a EGR, a qual terá um novo presidente nos próximos dias. Já sobre a situação da ERS 411, que está com a obra parada fazem oito meses, diz que o planejamento é para retomar ainda em maio. “Muitas obras ficaram paralisadas por falta de recursos”, lamentou. “Além do perigo, obra parada representa desperdício do dinheiro público. Sabemos da responsabilidade do Governo e seremos incansáveis na busca dos recursos”, completou, durante o programa Redação 1270.

Na última segunda-feira, acompanhado do prefeito Kadu Müller, vereador Joel Kerber e secretário de desenvolvimento rural Ari Müller, o senador Luis Carlos Heinze também esteve no trevo do Ipiranga, um dos pontos mais críticos da RSC 287. Heinze prometeu manter contatos para agilizar a conclusão do projeto e o início das obras.

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