Penitenciária e HM iniciaram tratativas para termo de cooperação de utilização de mão de obra prisional - Crédito: Susepe

Na terça-feira (04), a direção da Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro e do Departamento de Tratamento Penal (DTP) da Susepe realizaram reunião com a direção do Hospital de Montenegro para iniciar as tratativas para a realização de um termo de cooperação. O objetivo é a utilização de mão de obra prisional para a confecção de materiais de hotelaria do hospital. A expectativa é de que, até o fim do mês, ocorra a assinatura do termo.

A fim de auxiliar no enfrentamento à Covid-19, desde o início da pandemia os apenados da Penitenciária começaram a costurar lençóis, aventais, calças, jalecos e outros itens de vestuário para serem usados pelos profissionais da saúde, além de máscaras. A partir dessa parceria, surgiu o interesse em firmar esse termo de cooperação, que garante aos apenados, além da remição da pena, o ganho de salário pelo trabalho realizado.

“A primeira oficina de costura que iniciou voluntariamente a produção de máscaras para o sistema prisional foi a da Penitenciária de Montenegro. E a parceria voluntária com o hospital poderá ter continuidade através de um termo de cooperação, por meio do qual os apenados passam a receber a remuneração de 75% do salário mínimo nacional vigente”, explica a chefe do trabalho prisional da Seapen e da Susepe, Elisandra Minozzo. Ela destaca ainda que o sucesso dessa parceria, que se reflete na qualidade dos materiais produzidos pelas pessoas presas, representa também um convite para que outros hospitais da região possam pactuar com os estabelecimentos prisionais.

Inclusão social e segurança

O Diretor da Penitenciária, Edson Neves, ressalta que, além da inclusão social, o trabalho prisional também traz reflexos positivos para a segurança. “Nossa atuação aqui na casa prisional é norteada por quatro pilares principais: educação, trabalho, saúde prisional e assistência religiosa. Isso nos possibilita mais segurança e também um tratamento penal mais adequado para os apenados, para que retornem à sociedade com mais condições e, assim, possamos ter menores índices de reincidência”, afirma. Neves também destaca a importância do trabalho conjunto do setor técnico (psicólogos e assistentes sociais), dos agentes do setor de Atividade de Segurança e Disciplina (ASD) e do setor administrativo. “Toda a engrenagem precisa estar trabalhando em conjunto para chegarmos a um denominador comum, ao nosso objetivo que é ter um bom número de apenados trabalhando, além de estarem estudando”, acrescentou o diretor.

Também participaram da reunião o diretor geral do Hospital Montenegro, Carlos Batista da Silveira, o diretor do DTP, Tadeu Zampiron, e o diretor adjunto da Penitenciária Modulada de Montenegro, Alcir Bragagnolo.

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