Prefeitura já está fazendo a recuperação das vias laterais, na altura do bairro Santo Antônio, que estavam muito esburacadas - Crédito: ACOM/Prefeitura

“O projeto está pronto. O prefeito vai retirar o projeto na EGR e está disposto a fazer as duas rótulas”. O anúncio foi feito pelo líder do governo na Câmara, vereador Joel Kerber (PP), durante a sessão da Câmara na última quinta-feira, dia 8. Joel calcula que as obras teriam um custo estimado entre 2 e 3 milhões de reais, nos cruzamentos da RSC 287 com a Rua Ramiro Barcelos (Trevo do Ipiranga) e com a Rua Coronel Antônio Inácio (Trevo da Renauto), ambos na altura do bairro Santo Antônio. Os dois pontos são considerados os mais críticos em termos de acidentes de trânsito devido a dificuldade dos veículos, pedestres e ciclistas atravessar a rodovia. “É o maior problema de Montenegro hoje”, considera o vereador.

Rótulas devem ser construídas nos trevos do Ipiranga e da rodoviária
– Crédito: ACOM/Prefeitura

Na última semana a Prefeitura já fez uma operação tapa-buracos e realizou melhorias numa das laterais da RSC 287, entre os trevos do Ipiranga e rodoviária. Na próxima semana os trabalhos devem continuar do outro lado da rodovia, nas vias laterais do lado do bairro Santo Antônio. Conforme a Prefeitura, o serviço seria de responsabilidade da Empresa Gaúcha de Rodovias, mas a EGR está demorando para fazer. A EGR assumiu o trecho urbanos de 7 quilômetros da RSC 287 no final de 2017, o que foi bastante comemorando em Montenegro, com a esperança de que finalmente seriam realizadas as obras necessárias para aumentar a segurança na travessia da rodovia, aproveitando recursos da arrecadação do pedágio de Portão. Mas até hoje nenhuma obra aconteceu. Anteriormente até sinaleiras chegaram a ser compradas pela Prefeitura para serem instaladas no trecho, mas os semáforos nunca foram colocados.

Faz mais de dois meses que a EGR colocou grandes placas nas margens da RSC 287, próximo ao Parque Centenário e perto do trevo do antigo Frigonal no Passo da Serra, anunciando a recuperação da rodovia num trecho de 7 quilômetros. Conforme as placas, a empresa responsável pela obra será a Encopav Engenharia, com investimento de R$ 1,5 milhão e prazo de execução em seis meses. A reportagem fez contato com a EGR sobre quando devem iniciar os trabalhos, mas até o momento não recebeu resposta. O prefeito Kadu Müller decidiu então pedir autorização junto a EGR para pelo menos melhorar as condições das vias laterais, no trecho do bairro Santo Antônio, que estavam bastante esburacadas. E isso está sendo feito.

Para o vereador Joel Kerber, a Prefeitura poderá realizar um empréstimo, como junto ao BNDES, para executar as obras de construção das duas rotatórias no trecho do bairro Santo Antônio. Outras rotatórias estão previstas no projeto da EGR, além de vias laterais e dispositivos que impeçam a travessia em pontos críticos. Mas isso seria feito posteriormente. Com a troca no comando da EGR e as manifestações do secretário estadual dos transportes, Juvir Costella, de que a estatal está num processo de enxugamento, sem iniciar novas obras, e do próprio governador Eduardo Leite defendendo a extinção da EGR e concessões para a iniciativa privada, não se tem previsão de quando os trabalhos serão executados. Costella, em visita recente a Montenegro, afirmou que não existe previsão para a realização de obras visando aumentar a segurança na RSC 287.

A própria Prefeitura investiu 200 mil reais para a elaboração do projeto para a RSC 287, contratado pela EGR. No caso do município também executar a obra, como da construção das rótulas no bairro Santo Antônio, também dependeria de aprovação da Câmara de Vereadores. “A competência é do Estado. Temos que buscar recursos para o dinheiro não sair dos cofres do município, que tem muitas outras demandas”, declarou o secretário municipal de obras de Montenegro, Ronaldo Buss. “Se é uma obrigação do Estado, ele tem que arcar com os custos”, completa o presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Von Rosenthal Braatz (MDB). “O importante é que seja feita a obra. A comunidade já está cansada de esperar”, declarou o presidente da União Montenegrina de Associações Comunitárias (UMAC), Airton Quadros, que costuma contabilizar o número de acidentes com feridos e mortes já ocorridos no trecho nos últimos anos.

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