Representantes da Prefeitura e do Hospital Montenegro estiveram reunidos nesta semana - ACOM/Prefeitura

Na última terça-feira, representantes da Prefeitura participaram de uma reunião no Hospital Montenegro (HM).

Na pauta do encontro estiveram diferentes assuntos relacionados à saúde como atendimentos, transportes, consultas e exames. Uma das situações que preocupa o Hospital Montenegro, é a questão do número de pacientes que buscam atendimentos e são classificados como emergência e emergência menor. Para o diretor do HM, Carlos Batista da Silveira, a demanda é crescente e há necessidade de diluir esse número, o que possibilitaria um foco maior em atendimentos relacionados à urgência e urgência maior. Batista destaca que o plantão do hospital prioriza os casos de urgência e emergência, ou seja, de maior gravidade. E como o plantão tem uma grande procura, recebendo pacientes de todo o Vale do Caí e até de outras regiões, já que é portas abertas atendendo gratuitamente pelo 100% SUS, a emergência costuma ficar lotada. Pacientes com menor gravidade podem demorar para receber atendimento, o que muitas vezes causa revolta.

O prefeito Kadu Müller, que na reunião no HM estava acompanhado pela Secretária Municipal de Saúde, Cristina Reinheimer e pela Coordenadora de Atenção Básica, Andreia Coitinho; estuda a possibilidade de um Pronto Atendimento Municipal (PA). “Estamos reorganizando a Secretaria, através de uma forte gestão interna. Todas possibilidades de parcerias construtivas são bem vindas e a Administração é favorável, sim”, disse o prefeito. Ainda, Kadu destacou a importância e a necessidade do foco em melhorias contínuas na Saúde. “Entre nossas prioridades, esta a frequente luta em melhorar as condições de Saúde, assim como da Educação, no município”, comentou.

Anos atrás foi cogitada a possibilidade de Montenegro receber uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Chegaram inclusive a ser destinados recursos, pelo Estado, para a construção do prédio. Mas na época o município optou por não instalar devido ao alto custo da manutenção. No Vale do Caí, o município de Bom Princípio, que tem uma população cinco vezes menor do que Montenegro, instalou uma UPA.

Plantão do Hospital Montenegro está sempre lotado e prioriza atendimentos de emergência
– Arquivo/FN

A Prefeitura de Montenegro e o próprio hospital orientam os pacientes para, em caso de menor gravidade, procurar os postos de saúde. A Secretaria Municipal da Saúde (Assistência), na Timbaúva, ampliou o atendimento médico para até 22h. Mesmo assim o plantão do hospital costuma ficar lotado. E o movimento aumenta durante a noite e madrugada, finais de semana e feriados, quando os postos de saúde não funcionam. Quando tem feriadão, como agora, a situação é ainda pior. Por isso o próprio diretor do hospital, Carlos Batista, defende a instalação de um pronto atendimento municipal.

A Secretária municipal Cristina, que possui experiência em desenvolvimento e implantação de PA, sinalizou a possibilidade em avançar o projeto para o próximo ano, desde que seja promovida uma união de esforços. A ideia já esboça resultado da reunião desta semana que, para o Diretor do HM “marca o início de uma nova fase, de parceria e de diálogo entre a Administração Municipal e o Hospital.

Novas conversas serão realizadas na sequência para que, ações pontuais e projetos construtivos, por Montenegro, sejam colocados em prática brevemente. De imediato, o grupo manifestou a vontade de uma campanha, ainda neste ano, para conscientização dos pacientes que não cumprem os agendamentos. “Os índices de faltas em consultas do SUS é expressivo e as pessoas precisam entender que, além do custo, há uma fila de espera que poderia ser otimizada”, explicou a Secretária de Saúde, Cristina Reinheimer.

Mamógrafo e atrasos

No mês passado a direção do Hospital Montenegro reuniu representantes dos municípios da região. Na ocasião foram apresentados números expondo a situação financeira e a necessidade de auxílio para evitar a suspensão de serviços. Foi informado que o déficit mensal superava R$ 320 mil. “Não tem mais como suportar”, lamento o diretor Carlos Batista. Os salários de médicos inclusive já estão ficando atrasados. E como os repasses de recursos estão diminuindo e atrasando, a preocupação é de que a situação possa piorar. Algumas especialidades já foram suspensas, como de oftalmologia e otorrinolaringologia.

Mamógrafo já está instalado, mas exames dependem de recursos e liberação do Estado
– Arquivo/FN

Sobre os exames de mamografia, com o equipamento que foi adquirido pela Prefeitura de Montenegro faz cerca de 3 anos, conforme o hospital ainda depende da liberação da Vigilância Sanitária do Estado e também de um aditivo ao contrato com a Secretaria Estadual da Saúde. Com o novo mamógrafo, poderão ser oferecidas cerca de 500 mamografias por mês no hospital. Outro equipamento que foi adquirido na mesma época, o raios x digital, já está sendo utilizado, substituindo o  aparelho analógico.

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