Cão farejador encontrou fragmentos de ossada carbonizada em local com vestígios de fogueira, perto da casa da vítima - Crédito: Polícia Civil

Policiais civis da 1ª Delegacia de Polícia de Montenegro prenderam, na manhã desta quarta-feira, dia 30, na cidade de Portão, um suspeito da morte do morador de Passo da Amora. Ênio de Souza, de 59 anos, está desaparecido desde o último dia 4 de junho.

Conforme o delegado André Roese, existem indicativos de que Ênio tenha sido morto e seu corpo queimado na localidade de Passo da Amora. Por isso a Polícia representou pela prisão temporária, que foi deferida pela Justiça. “Prosseguem as investigações, mas reforçados os indícios do crime”, afirmou o delegado.

Sangue no quarto e colchão queimado

Os indícios de crime são bastante fortes. Com a utilização de cães farejadores do Grupo de Busca e Salvamento dos Bombeiros de Porto Alegre, foram feitas buscas de vestígios e pistas em razão do desaparecimento. Após a vítima ter sumido e os familiares registrarem o caso, a Polícia encontrou, no quarto da residência onde Enio morava, sinais de sangue. Foi acionado o Instituto Geral de Perícias (IGP), de Porto Alegre, que realizou a perícia no local.

Suspeito dividia a casa com a vítima
– Crédito: Talis Ferreira

O suspeito morava com Enio e desde então não tinha mais sido localizado. A suspeita da Polícia é que possa ter ocorrido uma briga. Inclusive, segundo a Polícia, o suspeito, de 37 anos, apresenta ferimento no nariz, já cicatrizado. Ele também possui vários antecedentes criminais, como por lesão, dano e furto. E está prestando depoimento na Delegacia na tarde desta quarta-feira.

Conforme a Polícia, após deixar a casa no Passo da Amora, o suspeito teria comentado com um vizinho que Enio pegou uma mochila e foi embora. Os policiais estranharam que na casa foram encontradas todas as roupas e objetos pessoais de Enio, inclusive sua chapa (dentadura). E desde então a família não teve mais informações dele.

Vestígios de sangue e cama sem colchão chamaram a atenção da Polícia
– Crédito: Talis Ferreira/Reprodução

Também levantou suspeita os vestígios de uma fogueira, perto da casa. Os cães farejadores foram até o local, onde também foram encontrados fragmentos de ossos carbonizados. “O material foi encaminhado para a análise da perícia”, diz o delegado André Roese, para ver se são ossos humanos ou não. A Polícia aguarda o resultado. Se for constatado que é de uma pessoa, será feito teste de compatibilidade genética com familiar de Ênio através de DNA. Pelos vestígios, também existe a suspeita de que o colchão tenha sido queimado no local.

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