Na RSC 287 os buracos continuam, como no trevo perto da rodoviária - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Nem deu tempo de comemorar. As obras na RS 411, que tinham sido retomadas faz cerca de duas semanas, e na RSC 287, onde um trabalho foi iniciado na última sexta-feira, já foram interrompidas.

Foi feita a base e colocada uma pequena camada de asfalto na RS 411, mas a obra na Costa da Serra não foi concluída ainda
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Na Costa da Serra, os trabalhos na RS 411 tinham reiniciado no final de junho, após oito meses de abandono, deixando a rodovia em estado muito precário. O Governo do Estado anunciou um investimento de R$ 1 milhões de reais para a conclusão dos trabalhos de restauração e como prometido antes de 23 de junho as máquinas e operários da empresa Giovanella reapareceram. Foi arrumada a base e colocada uma pequena camada de asfalto. Mas antes de concluir o serviço, na última semana o maquinário e funcionários deixaram o local. “Colocaram uma camada fina para proteger a base. E como têm mais obras em outras rodovias com o mesmo problema, se deslocaram para fazer a mesma coisa, prometendo logo voltar para concluir o serviço e realizar mais consertos em direção a Brochier e Maratá”, diz o empresário Fernando Reidel, que manteve contato com o Daer, temendo pela continuação da “novela” de não conclusão da obra. “Disseram que devem retornar nesta quarta ou quinta-feira e fazer até terminar”, diz Fernando, sobre a informação que recebeu do Daer. A expectativa é de que isso de fato ocorra, pois tem previsão de chuva no final de semana e pode piorar a situação da pavimentação.

Placas anunciam melhorias na RSC 287, mas até agora só foi feita uma raspagem
Crédito: Guilherme Baptista/FN

Já na RSC 287 faz mais de um mês que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) colocou duas grandes placas, próximo ao Parque Centenário e do antigo Frigonal, anunciando um investimento de R$ 1,5 milhão na restauração do trecho de 7 quilômetros entre o Trevo do Shel e cruzamento com a RS 411, com prazo de execução em 6 meses. Na última sexta-feira chegaram a aparecer máquinas e funcionários, que fizeram uma raspagem do asfalto próximo da entrada da Vila Esperança. Mas ficou nisso. A rodovia permanece com muitos buracos e desníveis, incluindo também os acostamentos precários e falta de sinalização. E o projeto de aumentar a segurança na travessia, principalmente dos bairros Panorama e Santo Antônio, com rótulas e vias laterais, ainda não saiu do papel.

A reportagem fez contato com o Daer e com a EGR. A Assessoria de Imprensa do Daer respondeu que a empresa contratada começou a recuperação dos pontos onde os serviços haviam sido iniciados e não concluídos, entre os quilômetros 16 e 18. “Há cerca de uma semana estamos com dificuldades em produzir a massa asfáltica para aplicação nestes locais em função das baixas temperaturas, pois a mistura asfáltica só pode ser colocada na estrada com temperatura atmosférica acima de 10º C e com temperatura da massa somada a temperatura do ar entre 150ºC e 190ºC. Assim, com a gradual elevação da temperatura, é possível a retomada dos serviços de revestimento asfáltico nos próximos dias”, informou. Já a assessoria da EGR ficou de enviar resposta nesta quarta-feira.

2 COMENTÁRIOS

  1. A 287 poderia ter sido federalizada entre a comauto a 5 de maio em 2015. Faltou empenho do poder municipal. Compraram a ilusão das sinaleiras, e agora recentemente as rotatórias da EGR. A chance do DNIT ter feito algo no trecho era infinitamente maior. Mas……. eram muitos pais para o mesmo filho e o EGO falou mais alto

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