É o terceiro pedido de impeachment contra Kadu Muller, sendo que os dois anteriores foram arquivados - Arquivo/FN

Na manhã desta sexta-feira, dia 20, foi protocolado na Câmara de Vereadores de Montenegro um novo pedido de impeachment contra o prefeito Kadu Muller (PP).

João Santos protocolou pedido de impeachment na Câmara de Vereadores
– Crédito: ACOM/Câmara

Segundo a Câmara, o pedido foi protocolado pelo eletricista e líder comunitário João Machado Santos, morador do bairro Timbaúva, com denúncias referentes a improbidade administrativa.

Em entrevista, João Santos disse que o pedido foi motivado pelo não cumprimento da Lei do Plano de Diretor e dos instrumentos previstos para 180 dias. Santos reforçou que a problemática não é recente, se arrasta há anos, porém, o governante atual é Kadu Müller, cabendo a ele executar, o que, segundo João, não fez.
O autor do pedido alega que o prefeito foi várias vezes avisado, sendo que o próprio COMPLAD (Conselho Municipal do Plano Diretor) se colocou à disposição, para contribuir. João reforça ainda que o Conselho tomou a iniciativa e fez um levantamento das áreas de interesse social, as consideradas ZEIS, e o entregou para o prefeito, o qual, segundo ele, não fez absolutamente nada. “Foi um trabalho voluntário de seis meses, com a participação de engenheiros, arquitetos, biólogos”, aponta.

Conforme o atual presidente da Câmara, Cristiano Braatz, o pedido foi encaminhado para análise do setor jurídico. Caso seja verificada a viabilidade de ser votado, como a Câmara teve ontem a última sessão deste ano e entrou em recesso, a votação só deve ocorrer em 2020. A próxima sessão ordinária só ocorre em 6 de fevereiro. Só poderia ocorrer a votação antes caso seja convocada uma sessão extraordinária.

É o terceiro pedido de impeachment protocolado contra o prefeito Kadu. Os dois anteriores foram arquivados porque não obtiveram dois terços dos votos dos vereadores, ou seja, não receberam 7 votos dos 10 vereadores. Anteriormente, dois prefeitos foram cassados por impeachment – Paulo Azeredo (2015) e Luiz Américo Alves Aldana (2017).

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