Com o pai Claudio, em entrevista na Rádio América nesta quinta-feira, Natália agradeceu o apoio de todos - Guilherme Baptista/FN

Natália Barbosa Tavares retornou a Montenegro no último final de semana. Após a cirurgia em Curitiba (Paraná), no mês de setembro, “Nat”, de 8 anos, vem se recuperando bem e o tratamento para salvar a sua perna esquerda tem sido um sucesso. Isso graças a toda mobilização da comunidade, através das várias ações que foram realizadas. “Só temos a agradecer”, diz o pai, Claudio. A campanha foi muito além da expectativa, angariando os recursos suficientes para a cirurgia, compra do aparelho importado dos Estados Unidos e o tratamento.

Em Curitiba, Natália não via a hora de voltar para Montenegro
– Reprodução/FN

A cada 15 dias Natália terá de voltar ao Hospital Vita, em Curitiba, para a realização de exames. “O osso está tendo uma consolidação formidável”, comemora Claudio, sobre o alongamento ósseo da perna, de cerca de 1 milímetro ao dia. Já aumentou 3 centímetros e a meta é chegar a 8 centímetros. “A perninha vai ficar um pouco mais curta. Terá de fazer mais uma cirurgia em meio ano, em junho, para retirar o aparelho e colocar haste que evite uma refratura”, explica o pai. “Eu estava com muita saudade dos amigos de Montenegro”, disse Natália, na manhã desta segunda-feira, durante entrevista na Rádio América. “Quando tirar o aparelho e ficar boa, a primeira coisa que quero fazer é tomar banho sozinha”, revela. Mesmo em tratamento, Natália segue com os estudos, agora com o ensino domiciliar, através da Escola Walter Bellian. Ela inclusive já está caminhando, com o apoio de andador.

Juntos com a Natália

Após uma fratura na tíbia da perna esquerda, Nat, como é mais conhecida a simpática e comunicativa estudante da escola Walter Belian, fez uma cirurgia cinco anos atrás. Só que ao ser retirado o aparelho fixador externo de Ilizarov, notou-se que não se consolidou e surgiu o temor de necessidade de amputação da perna. Os pais, Claudio e Daniela, foram atrás de alternativas para enfrentar o problema da Neurofibromatose (NF1), uma doença neurológica rara. A primeira notícia é de que o tratamento só poderia ser feito nos Estados Unidos, o que geraria um custo de cerca de R$ 250 mil. Mas depois de uma viagem para o Paraná, veio a notícia de que a cirurgia, com a colocação de um aparelho, poderia ser feita em Curitiba. Com isso a despesas caíram pela metade. Uma grande mobilização foi feita junto à comunidade para garantir os recursos necessários para o tratamento.

Através das doações por contas bancárias, no site Vakinha, rifas e outras iniciativas, foram arrecadados recursos suficientes para a compra do aparelho e despesas médicas. Agora Natália está dando apoio para outras crianças montenegrinas que também precisam a ajuda da comunidade para tratamento médico. Ainda em Curitiba ela ajudou a coletar donativos para o menino Lorenzo e agora está dando apoio também para a campanha do menino João Pedro.

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