João Osvaldo Ferreira, o seu Canica, tem mais de 30 netos, além de bisnetos e tataranetos - Crédito: Guilherme Baptista/FN

João Osvaldo Ferreira, o seu “Canica”, como é mais conhecido, é de um tempo que Montenegro tinha poucas casas. “Muito poucas. Uma que outra. Carro não tinha. A gente só andava de cavalo e charrete”, recorda, com boa memória.

Nascido em 16 de setembro de 1912, o montenegrino está completando 107 anos nesta segunda-feira. Apesar da idade avançada, está bem de saúde. Na entrevista para o Fato Novo, sai do quarto caminhando lentamente e bem vestido senta no sofá. Sua maior dificuldade é a visão. Mas se alimenta bem e tem uma vida tranquila. A festa dos 107 anos está marcada para o próximo domingo, dia 22, novamente na sede do Renner, quando vai reunir familiares e amigos. E não são poucos. E nora Ereni, que cuida do sogro, faz um cálculo e além dos 5 filhos, soma mais de 30 netos, bisnetos e até tataranetos.

Seu Canica com a nora Ereni e o filho Pedro: vida tranquila
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Seu “Canica” sempre morou na Rua Osvaldo Aranha, perto da antiga fábrica da Antarctica. Trabalhou por cerca de 17 anos na antiga Olaria Lerch. “Cavava barro nas barreiras para fazer telha e tijolo”, recorda. Também trabalhou na roça e teve tambo de leite. “Eu gostava de domar bois”, diz. Casou com 19 anos com Altelina Ferreira, da qual ficou viúvo em 2000.

Sobre sua rotina diária, João Osvaldo diz que acorda cedo, 5h. Mas só sai da cama para o café por volta de 9h. Segundo o filho Pedro, o pai come bem. Gosta de comer frutas e verduras, principalmente bergamota. “De tarde toma uma caneca de vitamina, com batida de várias frutas. E de noite mingau”, conta a nora Ereni. Mas “Canica” não esconde que quando mais nova gostava de cerveja e de carne gorda. Aliás, carne ele ainda gosta. “E peixe frito”, lembra o amigo Carlinhos. Também gosta de passear, visitando filhos e demais familiares.

Quer casar de novo

A revelação é da nora Ereni, dizendo que o sogro fala em casar de novo. “Casar mesmo não. Só provisório. Uns três ou quatro dias com a mulher. Mas vou escolher ainda”, declara João. “Mas hoje tá mais difícil”, completa, dizendo que as mulheres atuais estão muito exigentes. E é claro que seu Canica quer uma esposa mais nova.

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