Prefeito de Montenegro diz que está tranquilo sobre a decisão, justificando pelas medidas de prevenção adotadas e os baixos casos de coronavírus no município - Crédito: Arquivo/FN

Em manifestação ontem pela manhã, sexta-feira, dia 24, na Rádio América, o prefeito Carlos Eduardo Müller, o “Kadu” (PP), disse que já respondeu ao Ministério Público (MP) sobre o motivo de não cumprimento do decreto estadual. O governador Eduardo Leite vem cobrando dos prefeitos dos municípios da Região Metropolitana para que cumpram o decreto. “Equivocada, errada e ilegal”, chegou a declarar o governador, sobre a flexibilização na abertura do comércio, contrariando o decreto estadual, que ocorreu em algumas cidades, entre elas Montenegro. Leite afirmou que está tomando as providências junto ao Ministério Público estadual. No Vale do Caí, além de Montenegro, também São Sebastião do Caí, Capela de Santana e Portão, fazem parte da Região Metropolitana. Em Montenegro e Caí, por exemplo, foram emitidos decretos municipais, flexibilizando o comércio e serviços.

No caso de Montenegro, na última segunda-feira o MP instaurou expediente para avaliar a responsabilidade do prefeito. Após ser notificado, Kadu Müller respondeu ao Ministério Público. “Estamos dando a oportunidade de o comércio poder trabalhar. Respondemos mostrando os números de casos confirmados que são baixo em Montenegro (apenas 4 confirmados e nenhuma morte) porque trabalhamos desde cedo as medidas de prevenção. Estamos muito tranqüilos”, declarou o prefeito, em sua participação na Rádio América. “O objetivo é trabalhar o coletivo, com prevenção, mas não podemos parar o ciclo de desenvolvimento”, completa.

Além do comércio, serviços e indústrias, o prefeito citou a crise que se abate sobre a agricultura em razão da forte estiagem. Por isso, além da calamidade pública causada pela pandemia do coronavírus, o município decretou situação de emergência devido a falta de chuva, que vem gerando grandes perdas na produção agrícola.

Sobre as medidas de prevenção contra o coronavírus, Kadu citou a sanitização das ruas e a obrigatoriedade do uso de máscaras pela população. Lembrou ainda da baixa ocupação de leitos de hospitais. Mas ressaltou que caso haja aglomerações e aumento do número de casos, o decreto pode ser revisto. E que a Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (AMVARC), integrada por vinte prefeitos da região, enviou documento ao governador pedindo pela flexiblização, lembrando que o mesmo ocorreu nos municípios da Serra e nos demais do interior gaúcho. “Vamos nos prevenir, mantendo os cuidados e o isolamento”, salientou o prefeito.

Decreto municipal autorizou a abertura das lojas em Montenegro
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Em Montenegro foi emitido um decreto municipal no último dia 15 de abril, flexibilizando o comércio e serviços, o qual segue em vigor. Entidades empresariais e do comércio apóiam a flexibilização como forma de evitar maiores prejuízos em razão a grande crise econômica causada pela pandemia.

O governador já anunciou que a partir de maio o Estado deve adotar o chamado distanciamento controlado, prevendo a retomada de alguns setores por regiões. Para isso, no entanto, esses locais precisam estar com a pandemia sob controle e os sistemas de saúde precisam ter capacidade para absorver pacientes com coronavírus.

 

 

 

 

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