Prédio que estava em ruínas foi restaurado e poderá ser aproveitado para atividades culturais - Crédito: Moglia Comunicação

A antiga Casa do Chefe da Estação, que servia de moradia para quem controlava a chegada e partida dos trens da Estação Férrea de Montenegro, volta a ter vida. Localizado na parte dos fundos do complexo da Estação da Cultura (antiga Estação Férrea), o espaço, agora recuperado, simboliza a conclusão do projeto de restauração do patrimônio e da história de Montenegro. A restauração contou com apoio da Braskem via Lei de Incentivo à Cultura.

A Estação da Cultura tornou-se icônica para Montenegro e um dos lugares mais queridos dos moradores. Inaugurada em 1909 e tombada pelo patrimônio histórico estadual em 1983, a antiga Estação aos poucos recuperou seus traços originais e transformou-se em referência cultural e ponto de encontro e lazer. O local passou a ser uma boa opção para a realização de eventos públicos e privados.

Com recursos da Braskem, o projeto de restauração foi desenvolvido em quatro etapas e a última contemplou a Casa do Chefe da Estação, inaugurada nesta sexta-feira, dia 27. O local renasce revigorado com um salão para cerca de 80 pessoas e mais salas, que poderão ser utilizadas para diversas atividades.

Prédio que estava em ruínas foi totalmente restaurado
– Crédito: Moglia Comunicação

Na nova Casa do Chefe poderão ocorrer palestras, reuniões, oficinas e apresentações culturais. Também terá banheiros externos, que poderão ser utilizados pelos visitantes, inclusive em eventos, o que era uma das maiores carências do complexo da Estação. Dentro do projeto de sustentabilidade, foram instaladas 56 placas fotovoltaicas, gerando energia limpa e uma economia de 98%, tornando todo o complexo da Estação da Cultura autossuficiente em energia. A restauração do complexo da Estação da Cultura é coordenada pela Entidade de Filantropia, Cultura e Arte (Efica), formada por senhoras da sociedade.

Complexo da Estação da Cultura já recebeu investimento de R$ 3,6 milhões da Brasken, em quatro etapas
– Crédito: Moglia Comunicação

A Braskem investiu mais de 600 mil reais no projeto, que foi somado à contrapartida do município.  Nas quatro etapas, a empresa investiu cerca de 3,6 milhões de reais.  O gerente de Relações Institucionais da Braskem no Rio Grande do Sul, Daniel Fleischer, comemora a conclusão deste trabalho de resgate histórico das origens de uma cidade que sempre esteve atenta ao desenvolvimento econômico e social de sua comunidade. “O que mais nos alegra é ver o quanto os moradores daqui já estavam, até começar a pandemia, usufruindo do local. Com tudo pronto, a Estação fica ainda mais bonita e convidativa para desenvolvimento de projetos que também apoiem a sua sustentabilidade” afirma.

“É uma grande alegria  poder entregar mais um espaço Cultural desse porte, onde acontecerão oficinas de arte e artesanato e outras atividades abertas ao público. As novas instalações da Casa do Chefe ainda poderão receber reuniões e palestras. Estamos muito animados com toda a contribuição que tivemos em mais esse passo no resgate da história de Montenegro”, afirma Clarice Biehl, presidente da EFICA.

Anteriormente, em 2006 e em 2009, foram recuperados o prédio principal da Estação Férrea e o antigo prédio dos Correios e Telégrafos construído por volta de 1928, respectivamente. Este prédio foi estruturado de uma forma peculiar, com uso de trilhos de ferro, formando uma estrutura aparente, posteriormente preenchida com tijolos em cutelo, numa técnica similar à das antigas casas enxaimel, técnica de construção trazida da Alemanha, baseada na montagem de paredes com hastes de madeira encaixadas entre si. Em 2016, foi a vez da recuperação do antigo restaurante, datado da década de 1930, que estava em ruínas e foi transformado no Espaço Braskem. O prédio principal da Estação da Cultura sedia ainda a Pinacoteca Municipal, além de ter espaço para exposições e outras atividades culturais. A partir de 2008, a instalação passou a abrigar também o Museu de Arte de Montenegro.

 

Fonte: Moglia Comunicação

1 COMENTÁRIO

  1. Ali morava na verdade o chefe do depósito, e não o chefe da estação, de acordo com as pessoas que mais conheceram a estação ferroviária. Havia uma casa do chefe da estação e outra do sub-chefe da estação. E também havia esta casa que foi reformada, que era do chefe do depósito.

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