Número de ausências em dezembro aumento em comparação com novembro - Arquivo/FN

Em entrevista na Rádio América ontem pela manhã, segunda-feira, dia 30, o diretor do Hospital Montenegro (HM), Carlos Batista da Silveira, informou que a casa de saúde poderá deixar de ter atendimento 100% SUS. “Estamos fazendo um estudo. Não temos mais condições de nos manter só com recursos públicos”, lamentou.

Faz sete anos que o HM presta atendimento gratuito para todos os pacientes, com portas abertas através do 100% SUS. Entretanto, conforme o diretor Batista, faz cinco anos que a maior casa de saúde da região não consegue atingir o equilíbrio financeiro. O diretor lamentou o corte de R$ 400 mil por mês do contrato com o Estado. Por outro lado, parabeniza o Governo do Estado por ter regularizado os pagamentos. E por estar com as contas em dia, incluindo pagamentos de salários e fornecedores, o HM também recebeu vários recursos em 2019, principalmente através de emendas parlamentares, que vão possibilitar a realização de melhorias. A comunidade de toda a região também tem auxiliado através de diversas doações.

Diretor diz que o HM tem que buscar o equilíbrio financeiro
– Arquivo/FN

Conforme Batista, os repasses do Estado, além de terem diminuído, voltaram a atrasar agora no final do ano. E a procura pelo Hospital Montenegro continua intensa. Mesmo com a instalação de um pronto atendimento 24 horas na Secretaria Municipal da Saúde (Assistência), na Timbaúva, o diretor do HM diz que o plantão, que é para urgências e emergências, segue com grande movimento. E os recursos diminuíram, principalmente da Prefeitura de Montenegro que passou a investir no seu pronto atendimento. Outros municípios da região, que encaminham pacientes, fazem repasses. Mas de acordo com o diretor do hospital isso tem sido insuficiente.

Por isso uma das opções estudadas para 2020 é de abrir o Hospital Montenegro para convênios e serviços particulares. Mas aí o HM perderá R$ 200 mil mensais repassados pelo Governo do Estado através do 100% SUS. “Precisamos buscar alternativas”, justifica Carlos Batista. Ele garante que, mesmo em caso de mudança, os pacientes não serão prejudicados. “O atendimento gratuito será mantidos. Vamos buscar outras receitas”, conclui Batista.

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