Crédito: Hospital Montenegro

Durante a manhã desta quinta-feira, dia 9, ocorreram esclarecimentos sobre o primeiro caso de coronavírus confirmado em Montenegro.

Logo no início da manhã, o prefeito Kadu Müller e a secretária municipal da saúde Cristina Reinheimer se manifestaram através de uma live na página do facebook da Prefeitura. A secretária confirmou o primeiro caso. “Temos que manter o isolamento, com os cuidados de higiene e limpeza, uso de máscara”, destacou. Sobre paciente que deu resultado positivo, disse que está bem, em casa, com isolamento domiciliar, sendo acompanhada diariamente pelo Hospital Montenegro e Secretaria da Saúde. “Todas as pessoas que tiveram contato com ela devem manter o isolamento em casa”, alertou. Salientou também a importância das pessoas ficarem bem emocionalmente e mentalmente. Já Kadu ressaltou que a Prefeitura tem realizado diversas ações no combate ao Covid-19 e salientou que a população também deve fazer a sua parte. “É um momento de união”, frisou.

Direção do Hospital Montenegro se manifestou através de entrevista coletiva e nota de esclarecimento
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

A notícia do caso confirmado para o coronavírus foi divulgada no facebook da Prefeitura no final da tarde de ontem, citando que a paciente era uma funcionária do Hospital Montenegro (HM). A forma de divulgação causou descontentamento na direção do hospital, que se manifestou através de uma entrevista coletiva e emitiu uma nota de esclarecimento. Durante a coletiva, o diretor do HM, Carlos Batista da Silveira, criticou a maneira como foi feita a comunicação. “Foi uma infelicidade divulgar que era uma funcionária do hospital. É uma informação muito penosa para o HM”, afirmou, sobre o abalo que causou. “Cumprimos todos os protocolos. Na semana passada, quando ela teve os sintomas, foi feita a coleta e afastada por 14 dias. Assim como em outros casos”, explicou o diretor. “A forma de divulgação é que foi equivocada, pelo fato de gerar pânico entre os trabalhadores da saúde”, completa.

Já o diretor técnico, Jean Ernandorena, garantiu que o hospital está muito bem preparado. “Lamentamos os comentários em redes sociais, com relação aos nossos funcionários, que deveriam ser mais valorizados. Estamos tomando todos os cuidados”, disse, garantindo a segurança dos profissionais e dos pacientes. “Se testassem toda a população iriam aparecer muito mais casos confirmados”, diz o infectologista Antonio Carlos Rosa, afirmou, lamentando o alarde. Ele elogiou a estrutura que foi montada no hospital. “O HM foi dividido ao meio, separando profissionais e pacientes”, destacou. “Era inevitável que iria surgir um caso. Não vivemos numa bolha”, completou, ressaltando que não faltam equipamentos de segurança e materiais como luvas, máscaras e aventais para os profissionais. Já Diogo, do controle de infecção, pediu mais respeito aos funcionários, citando que deve ser garantido o sigilo para preservar os profissionais. Por isso não foi divulgado nome, idade e nem setor da funcionária que teve resultado positivo no exame.

Conforme o diretor Carlos Batista, não se sabe como ela foi contagiada e nem se foi no interior do hospital. “Existem profissionais que trabalham em dois hospitais, circulam pelas ruas. O importante é que ela está bem”, afirma. E frisa que ela não estava trabalhando quando adoeceu. “Ela informou que teve febre e dor de garganta. Foi atendida e encaminhada para isolamento domiciliar”, disse o doutor Jean. Ele citou ainda a importância dos funcionários estarem bem emocionalmente para trabalhar e por isso ainda ontem de noite ocorreram orientações de um psicólogo.

Tenda foi montada junto ao pronto atendimento para separar pacientes com sintomas de coronavírus
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Batista citou a estrutura que foi montada pelo HM, inclusive com um robô no setor de triagem, separando casos suspeito que são encaminhados de uma tenda no pronto atendimento para uma ala especial. “Tá tudo isolado”, diz. Informou ainda que a UTI tem dez leitos e mais espaços podem ser disponibilizados, já que o hospital possui vinte respiradores. “Podem ficar tranqüilos”, garante, sobre a estrutura. Mas recomendou que as pessoas só devem procurar o hospital quando tiver sinais de gravidade, com quadro gripal que teve agravamento. Antes deve ser feito contato com a Secretaria da Saúde, que está com uma tenda para casos suspeitos.

O diretor Batista encerrou a entrevista solicitando que o Hospital Montenegro seja priorizado em receber testes rápidos para que os profissionais possam ser examinados.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Deixe um comentário
Please enter your name here