Funcionários e direção comemoraram o aniversário com atividades no refeitório do HM, já se preparando para os 90 anos - Crédito: Guilherme Baptista/FN

A sexta-feira, 21 de fevereiro, foi de comemoração no Hospital Montenegro (HM). A maior casa de saúde da região estava comemorando 89 anos de fundação. E não faltam motivos para festejar uma história de luta que vem desde 1931, marcada por dificuldades, vitórias e acima de tudo salvando vidas.

Do pequeno hospital, na Rua Osvaldo Aranha esquina com Assis Brasil, até o atual complexo hospitalar que ocupa um quarteirão inteiro, foram muitas as batalhas. O médico Ubirajara Resende Mattana, com 56 anos de HM, lembra que foi o seu primeiro emprego, em 17 de janeiro de 1964, quando começou a trabalhar como pediatra e clínico geral. Depois foi anestesista e atualmente médico do trabalho. Aos 86 anos, segue atendendo no HM. “Dá para escrever um livro sobre o que passamos no hospital. Quando cheguei só tinha um aparelho de raios-x, mas não tinha radiologista. A schwester Emmy revelava e o próprio médico interpretava”, recorda. “Quando chovia e ameaçava temporal não podia ligar o aparelho com medo que caísse um raio e queimasse”, completa, sorrindo, o doutor Mattana, que foi também foi diretor do hospital.

Atividades ocorreram no refeitório do hospital, já se preparando para os 90 anos
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

Presidente da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), que é a entidade mantenedora do HM, dona Eliane Maria Leser Daudt, que está no décimo-primeiro ano a frente da entidade, lembrou que foram enfrentados momentos bons e ruins, enfrentados através da união dos colaboradores e da comunidade. Recordou que após as dificuldades financeiras, quando o HM esteve na eminência de fechar as portas, houve a decisão por se tornar portas abertas através do 100% SUS, com atendimento totalmente gratuito e dependendo exclusivamente do poder público. “Vivemos fases muito difíceis. Fomos na coragem para não fechar. Confiamos no nosso diretor e o hospital cresceu muito”, completa.

Carlos Batista da Silveira, que está na direção do Hospital Montenegro faz oito anos, diz que foi realizada uma comemoração interna, com os funcionários. “É um momento para relembrar a história, valorizar quem lutou pelo HM e mostrar o que foi feito neste último período”, diz, num preparativo para os festejos dos 90 anos. Lembrou das melhorias que estão ocorrendo, com o apoio da comunidade, entidades e verbas. “Melhorar o custeio do hospital seria a grande conquista”, entende. Destacou a importância da mobilização da região para o hospital poder fazer serviços de alta complexidade, como de traumatologia e neurologia. “Já somos referência em AVC”, ressaltou, esperando que isso seja concretizado até os 90 anos do HM. A ampliação da emergência com recursos da Consulta Popular e a construção do novo Centro Obstétrico, que deve iniciar em março, estão entre as últimas conquistas do hospital que atende toda a região. Só no ano passado foram 241.496 atendimentos no maior hospital do Vale do Caí, que conta com 462 funcionários.

O hospital quando iniciou e atualmente: muitas dificuldades enfrentadas e superadas 
– Crédito: Blog Histórias do Vale do Caí
Arquivo/FN

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