Animal ainda tentava se levantar, mas estava gravemente ferido e mesmo medicado não resistiu - Crédito: Patinhas da Esperança

Um fato inusitado aconteceu durante a sessão ordinária da Câmara de vereadores de Montenegro na noite de ontem, quinta-feira, 30 de junho. Um homem invadiu a sessão aos gritos. Os vereadores e a platéia não estavam entendendo o motivo do desespero do cidadão. Como somente os vereadores podem se manifestar durante as sessões, o presidente do legislativo, Talis Ferreira (PP) pediu que o secretário da casa conversasse como o homem, que foi levado até o saguão. Ele informou então que tinha ido em busca de socorro porque um cavalo tinha sido atropelado e estava agonizando.

Quem assistia pelo facebook da Câmara também ficou sem entender o quê estava acontecendo. Talis diz que o cidadão ingressou durante a sessão e aos gritos aparentava estar alterado e nervoso. “Existe o regramento do regimento interno que não permite manifestações da platéia”, lembra. Foi feito então contato com a Guarda Municipal, que compareceu na Estrada Antônio Inácio de Oliveira Filho, perto do campus da Unisc, no bairro Zootecnia, onde a égua tinha sido atropelada. Além dos guardas, voluntários da defesa animal e populares estiveram no local. Foi prestado atendimento veterinário e a égua foi medicada para amenizar a dor, mas voluntários informaram que não conseguiram transporte na noite de ontem para levá-la para uma clínica em Nova Santa Rita (Guadalupe) que presta atendimentos para ONGs. E a égua não resistiu aos graves ferimentos, perdeu muito sangue e acabou morrendo.

Falta de transporte para clínica veterinária fez com que égua permanecesse no local do acidente
– Crédito: Patinhas da Esperança

Conforme a Guarda Municipal, não foi identificado o veículo que atropelou o cavalo. Com isso não se sabe quanto a danos e se teve também pessoas feridas. O dono da égua também não compareceu no local, como é comum neste tipo de caso. O chefe da Guarda Municipal, Airton Silva dos Santos, ressalta que praticamente todos os dias a corporação é acionada em razão de cavalos soltos nas ruas. O mesmo ocorre com a Brigada Militar. Airton cita que já aconteceram dois casos que os proprietários dos animais foram identificados e autuados pela fiscalização do código de posturas do município.

Reunião na Câmara

Talis lembrou que o problema ds cavalos soltos nas vias públicas, que oferecem risco para a população e para os próprios animais, já foi tema de reunião na Câmara. No encontro realizado semanalmente entre vereadores e prefeito, a questão foi discutida em 17 de maio, já que o problema é antigo e cada vez mais graves. Inclusive foi falado que já existe um projeto que está sob análise da Prefeitura que trata da tutela e os cuidados dos cavalos soltos em via pública. O projeto diz que se o animal estiver solto e for resgatado, cuidado e alimentado por protetores da causa, se o dono não comprovar a tutela ela passa a ser da pessoa que fez o resgate. Neste caso, o protetor deve ser cadastrado pela prefeitura.

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