Artesãos tinham locado estrutura por R$ 2.200 para 18 dias, mas tiveram que substituir pela cobertura da Prefeitura (foto) que pagou R$ 6 mil por 11 dias - Guilherme Baptista/FN

O prefeito de Montenegro, Kadu Müller, em entrevista para a Rádio América na manhã de hoje, sexta-feira, admitiu que a troca da cobertura, no meio da 16ª Feira Natalina, gerou transtornos. Mas cita que isso já havia sido comunicado aos artesãos através de reunião. Destacou que a nova estrutura, montada ontem, quinta-feira, tem a devida condição técnica, com o PPCI (Plano de Prevenção Contra Incêndio) do Corpo de Bombeiros. Kadu entende as manifestações. Lamenta que o trâmite para a contratação da cobertura ocorreu de forma truncada, o que acabou atrasando o fornecimento da estrutura. “Acho que faltou comunicação, diálogo e aproximação”, acredita. “Temos que rever e repensar algumas coisas”, completa.

Kadu declarou que a cobertura colocada anteriormente, alugada pelos artesãos para ser colocada na Praça Rui Barbosa, não tinha PPCI. Por isso não poderia ter sido instalada. Lembra que chegou a ser proposto que a feira ficasse na Estação da Cultura, que tem estrutura coberta e tem sediado os principais espetáculos do Natal é Arte, como as apresentações da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e o Grupo Tholl. Mas os artesãos optaram por ficar no centro e por isso alugaram a cobertura.

Segundo a artesã Lisa Borchardt, a Amarti (Associação Montenegrina de Artesãos) e os Gols (Grupos Organizados do Lar) pagaram 1.400 reais pela locação da estrutura, e mais 800 reais pelo Mercado do Artesanato, totalizando R$ 2.200 pelas seis pirâmides. “A Blitz nos deu um bom desconto”, declarou Lisa, que protestou contra a troca de cobertura e decidiu sair da Feira Natalina. Outra artesã, Jaqueline, também lamentou o transtorno e o prejuízo com a troca da estrutura. “Perdemos um dia de venda na feira. Nunca tinha acontecido isso antes nos 16 anos de feira”, declarou. Lamentou ainda a perda de dinheiro, pois os artesãos já tinham pago a cobertura para o período entre 4 e 21 de dezembro (18 dias). Mesmo que na programação da Prefeitura conste que a feira vai até o dia 23, Jaqueline diz que foi combinado que termina em 21 de dezembro. “Isso foi combinado nas reuniões”, garante.

O secretário municipal de indústria, comércio e turismo, Elias da Rosa, ressalta que a nova cobertura, alugada pela Prefeitura, além de possui o PPCI, é mais ampla, contando com seis pirâmides. Só que o custo também foi maior. Conforme Elias, a Prefeitura pagou 6 mil reais para o período entre 13 e 23 de dezembro (11 dias). “Vai ficar montado até o dia 23. Quem tiver interesse pode ficar”, concluiu.

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