A partir de terça-feira as lojas voltam a fechar em 14 cidades do Vale do Caí - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Pouca gente e carros circulando no centro da cidade. Assim foi o primeiro dia do decreto de fechamento do comércio em Montenegro devido às medidas de contenção do coronavírus.

Poucas pessoas e veículos circularam no centro de Montenegro nesta sexta-feira após o fechamento das lojas
– Reprodução/FN

Lojas, lancherias e restaurantes ficaram fechados. Apenas farmácias, postos de combustíveis, mercados, bancos e estabelecimentos que vendem produtos e trabalham com serviços essenciais permanecem funcionando. Novos decretos foram emitidos na tarde de hoje, sexta-feira pelo prefeito Kadu Müller. A determinação permite o funcionamento de tele-entrega e tele busca, como no caso dos fooddrucks, agropecuárias e pet shops. Também foi autorizada a venda de gás e água, funcionamento de casas lotéricas, correios, transportadoras de produtos essenciais e comércios de produtos saneantes domissanitários e de equipamentos de segurança do trabalho.  Já outro decreto estabelece medidas a serem adotadas pelas indústrias e agroindústrias, com relação a higienização e limpeza, mas também priorizando o trabalho em casa sempre que possível por pelo menos 30 dias, além de garantir a manutenção da distância mínima de dois metros.

Filas se formaram na frente de mercados
– Reprodução/FN

A procura mais intensa é por supermercados, aonde chegaram a se formar filas na parte externa, já que os estabelecimentos estão limitando o número de freqüentadores e fazendo a devida higienização. No decreto do prefeito, emitido ontem, quinta-feira, também é determinada a limitação de compra de produtos essenciais, como de higiene e limpeza, e de alimentação. Mercados estão limitando a venda por cliente para não comprometer os estoques. E é importante manter a distância entre as pessoas, evitando a aproximação.

Decreto assinado ontem

O prefeito de Montenegro, Carlos Eduardo Müller (Kadu), assinou na tarde de quinta-feira, dia 19, o decreto de situação de emergência no município. O decreto estabelece medidas para os estabelecimentos comerciais. Foi determinado o fechamento de restaurantes, bares, casas noturnas, centros comerciais, lojas de conveniências e serviços em geral. Só será permitido o funcionamento de serviços essenciais como farmácias, clínicas de atendimento na área da saúde, postos de combustíveis, bancos, caixas eletrônicos, supermercados e panificadoras. O decreto tem validade de 30 dias.

Conforme o decreto, os estabelecimentos comerciais devem fixar horários ou setores exclusivos para atender os clientes com idade de 60 anos ou mais e aqueles de grupos de risco, conforme autodeclaração, evitando ao máximo a exposição ao contágio pelo coronavírus. Fornecedores e comerciantes devem estabelecer limites de bens essenciais à saúde, higiene e à alimentação por pessoa para evitar o esvaziamento dos estoques. Em razão da grande procura nos mercados, já estão faltando alguns produtos nas prateleiras, principalmente papel higiênico, álcool, entre outros.

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