Hoje tem sessão da Câmara, mas projeto não será votado - Arquivo/FN

A Câmara de Vereadores de Montenegro vota hoje, quarta-feira, 30 de outubro, mais um pedido de impeachment contra prefeito. A sessão inicia às 19h e deverá ter casa cheia. Além disso, terá transmissão ao vivo pela internet no https://youtu.be/ETvXZMif9nM.

Ex-diretor de trânsito Alex Sandro protocolou as denúncias
– Crédito: Guilherme Baptista/FN

O pedido de impeachment contra o prefeito Kadu Müller (PP) foi protocolado pelo ex-diretor de trânsito do município, Alex Sandro da Silva. Em 49 páginas e áudios que totalizam cerca de 15 minutos, encaminhou denúncias  que seriam referentes a licitações como do transporte escolar, coleta e transporte do lixo, obra da Transcitrus, entre outros. Segundo Alex, as gravações, postagens de whatsApp e outros documentos comprovam pagamento de propina e direcionamento de licitação. Segundo ele, nas gravações e documentos são citados empresários, secretários, fiscal e funcionária de empresa contratada. “São valores altos negociados”, afirma.

 

 

Os áudios

Em nenhuma das gravações aparece a voz do prefeito e secretários. Os áudios teriam vozes como de empresários, fiscal e funcionária de uma empresa contratada. Num deles um empresário diz que deu R$ 10 mil para um secretário antes da licitação. Em outro, uma funcionária de uma empresa diz o seguinte: “dos 120 mil que pegamos, metade vai para eles”. A mesma mulher menciona que nos encontros é entregue a propina. “Todo mês dou R$ 15 mil para o lixo, num contrato de R$ 300 mil por mês”, diz um suposto empresário. Só que alguns áudios são de baixa qualidade e estariam editados, com cortes.

Prefeito esteve na Delegacia

Prefeito Kadu Muller se diz tranquilo e nega qualquer irregularidade
– Prefeitura/ACOM

O prefeito Kadu Müller, acompanhado do chefe de gabinete, Rafael Riffel, e do secretário de administração, Edar Borges Machado, esteve hoje pela manhã na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Eles registram boletim de ocorrência contra o denunciante. “Fizemos registro. Quem acusa, tem que provar”, disse o prefeito, sobre as denúncias em que alega serem infundadas e que quem denunciou seja responsabilizado. “Circulou pelas redes sociais e na imprensa de que a administração pública teria cometido crime e cometido irregularidades. Que se investigue se houve irregularidades. E se não tiver, que seja responsabilizado quem faz falsa acusação de crime”, afirmou Edar Borges. “Não fizemos nada errado. Não tem irregularidade”, completa.

A votação

Para ser aberto o processo de impeachment são necessários votos de dois terços dos vereadores, ou seja, de 7 dos 10 parlamentares. Caso contrário, será arquivado. Caso a abertura do processo seja aprovada, terá que ser formada uma comissão para apurar os fatos ao longo de até 90 dias, período que todas as partes serão ouvidas até a apresentação do relatório que deverá ser analisado. Só aí os vereadores votam se são favoráveis ou não ao impeachment, sendo que a cassação só ocorre se tiver também a aprovação de dois terços dos vereadores (7 votos).

Em caso de cassação assume o presidente da Câmara, já que Montenegro não tem vice-prefeito. O próprio Kadu, que era vice, assumiu em lugar de Luiz Américo Alves Aldana, cassado em impeachment em 2017. E em 2015 o próprio Aldana, que era vice, assumiu em lugar de Paulo Azeredo, também cassado em impeachment. Em maio deste ano a Câmara recebeu também um pedido de impeachment contra o atual prefeito Kadu Müller, mas a abertura do processo foi rejeitada numa votação que terminou 5 a 5, sendo que eram necessários no mínimo 7 votos.

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