Mesmo com a reabertura do comércio, movimento ainda é fraco - Crédito: Daniel Fuchs Klein/FN

O fato de Montenegro estar com seu comércio e serviços funcionando, contrariando decreto estadual que estendeu restrições até 30 de abril na Região Metropolitana, virou notícia estadual nesta sexta-feira, dia 17.

A reportagem da Rádio Gaúcha, por exemplo, percorreu as ruas da maior cidade do Vale do Caí desde o início da manhã, mostrando lojas, lancherias e academias abertas. “Contrariando decreto estadual, Montenegro reabre comércio, mas tem pouco movimento”, foi o título do site Gaúcha ZH, com várias fotos e depoimentos.

Poucas horas antes do governador Eduardo Leite manter as restrições para a região Metropolitana, em que fazem parte cidades do Vale do Caí como Montenegro, São Sebastião do Caí, Capela de Santana e Portão, o prefeito montenegrino Kadu Müller emitiu um decreto na quarta-feira liberando o comércio e serviços. No dia seguinte a Prefeitura do Caí fez o mesmo. E os decretos municipais continuam vigorando nos dois municípios.

Conforme reportagem de Zero Hora, a maior parte dos cerca de dois mil estabelecimentos reabriu em Montenegro, mas o movimento foi fraco nesta sexta-feira. E várias medidas de prevenção estão sendo adotadas, incluindo distanciamento, uso de máscaras, higiene e limpeza. Além disso, foi determinada a limitação de 30% de ocupação nos estabelecimentos. Nas academias não são permitidas aulas em grupo, além do impedimento de participação de idosos e pessoas de grupos de risco. Igrejas e templos religiosos também reabriram, igualmente com limitação de ocupação.

O prefeito Kadu Müller alega que tem o respaldo da Procuradoria Geral do Municipal (PGM). Entre as justificativas para a liberação do comércio estão que o município tem poucos casos confirmados de coronavírus (apenas 3), sendo que não houve nenhum óbito, além de 90% dos leitos desocupados. Mas o prefeito ressaltou que caso haja aglomerações e aumento do número de casos, o decreto pode ser revisto. Medidas de prevenção, como sanitização, e a conscientização da população, também foram citadas. Houve também uma mobilização das entidades empresariais no sentido da liberação.

A Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (AMVARC), integrada por vinte prefeitos da região, enviou documento ao governador pedindo pela flexiblização, lembrando que o mesmo ocorreu nos municípios da Serra e os demais do interior gaúcho. Por outro lado, o Governo do Estado não deu sinal de antecipar a flexibilização para os 34 municípios da Região Metropolitana. O argumento do governador é de que a Região Metropolitana tem uma situação bem mais complexa que das demais, concentrando 40% da população e tem mais de 60% dos casos de coronavírus do Estado. Mesmo assim diz que vai analisar os pedidos. O Governo do Estado alertou que o descumprimento do decreto é analisado pelo Ministério Público. Em Capela de Santana e Portão, por exemplo, já houve anteriormente uma representação da Promotoria e a Justiça decidiu pelo fechamento.

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