Reunião entre prefeito e presidentes de entidades empresariais ocorreu ontem, ao ar livre, no pátio da Prefeitura - Crédito: ACOM/Prefeitura

Comércio e prevenção. Esses foram os principais temas em pauta no encontro da última segunda-feira, 30, na Prefeitura de Montenegro

Assuntos relacionados aos impostos municipais, revisão dos feriados municipais, plano gradual de retorno do comércio e, também, ações e estrutura envolvendo o cenário do coronavírus foram abordados na oportunidade.

O grupo segue acompanhando as tendências que a pandemia mundial apresenta atualmente e, como próximo passo, vai se reunir com representantes técnicos do Comitê de Crise do Covid-19 nesta semana. Propostas de sugestões serão apresentadas no próximo encontro, pelo grupo, para compor o novo decreto de flexibilização ao comércio. Conforme a Prefeitura, o novo documento deve ser publicado na próxima semana.

Entre os participantes, estiveram a promotora de justiça, Daniela Tobaldini (Ministério Público), Karl Heinz Kindel (presidente ACI), José Lotario Stoffel (presidente do Sindilojas) e Paulo Vitor Menezes Ingracio (presidente da CDL). Pela Prefeitura, o Procurador Geral e a Secretária Municipal de Indústria, Comércio e Turismo acompanharam o Prefeito Kadu Müller.

Posição dos presidentes das entidades

Após reunião na semana passada com os mesmos representantes de entidades empresariais e a decisão da maioria dos prefeitos do Vale do Caí (AMVARC) na última sexta-feira pela reabertura do comércio e serviços, com algumas restrições, os presidentes da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI), do Sindilojas e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) não esconderam a frustração com a não emissão de um novo decreto, mantendo os estabelecimentos fechados. Somente indústrias, comércio e prestadores de serviços considerados essenciais podem funcionar. “Tínhamos uma expectativa de que esta semana poderia ser iniciada a flexibilização das atividades, por conta da reunião que realizamos na semana passada. O fato é que faltam elementos técnicos para discussão da quarentena. Nós respeitamos a decisão, apesar da evidente frustração. A frustração deve-se ao fato de que empresas já iniciaram processo de demissão, aviso prévio, na medida que não temos um horizonte definido”, declarou o presidente da ACI, Kali Kindel.” Ainda esta semana o mesmo grupo que se reuniu hoje (segunda-feira), juntamente com o Ministério Público, deverá fazer uma nova reunião, tendo como limite o dia 07 de abril, data em que vence o prazo definido pelo decreto municipal que decretou o estado de calamidade pública”, completa. “A administração admite a possibilidade de flexibilizar as atividades a partir do dia 08 de abril. No entanto isso não é garantia de nada. Dependendo da evolução dos números de infectados na região, as recomendações do Ministério da Saúde e do Estado, a administração municipal tomará a decisão dela. “Na reunião da próxima quinta-feira iremos propor o inicio das atividades de forma progressiva”, conclui Kindel.

Lotário Stoffel, presidente do Sindilojas, falou da reunião de ontem. “Todos novamente argumentaram, e questionaram sobre a situação. O que temos é que vai prevalecer o decreto de 15 dias que se encerra dia 7 de abril. Não será de outra forma. Haverá outra reunião para discutir as questões da flexibilização, como cuidados com higiene e limpeza, número de funcionários e outras medidas  para o retorno”, declara.

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