Prédio estava em ruínas - Crédito: Guilherme Baptista/FN

Iniciaram nesta semana as obras da quarta etapa de restauração do complexo da Estação da Cultura. Já está sendo montado o canteiro de obras para recuperação da antiga casa do chefe, que fica nos fundos da antiga Estação Férrea. Através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), no prédio serão investidos R$ 674.669,95, pela empresa Braskem, do Pólo Petroquímico. A Câmara de Vereadores, na sessão da última quinta-feira, também aprovou a contrapartida do município, de 12,72%, o que equivale a pouco mais de 85 mil reais.

Na última terça-feira, dia 12, a presidente da Entidade de Filantropia, Cultura e Arte (Efica), Clarice Biehl, participou da reunião da Comissão Geral de Pareceres (CGP) da Câmara, explicando todo o trabalho realizado para conquistar mais essa etapa. Clarice disse que a 4ª etapa da obra de restauração do Complexo Arquitetônico da Estação da Cultura vai abranger o projeto denominado “Casa do Chefe da Estação”. A nova fase contará, ainda, com banheiros externos.

É um marco importante para a Efica, entidade formada por senhoras da comunidade e que neste ano completa 50 anos. A Efica coordena a restauração da antiga Estação desde 2002, quando iniciou a luta com apoio da Prefeitura e Copesul, atualmente Braskem. “Todos os projetos contemplados na Lei de Incentivo a Cultura que permite a busca destes valores são realizados de forma voluntária”, explica Clarice. Com a restauração, a Estação da Cultura, na Rua Osvaldo Aranha, tornou-se um dos pontos mais freqüentados pelos montenegrinos, com espaço para shows, eventos, exposições, reuniões e outras atividades.

Nas etapas anteriores, em 2006 foi restaurado o prédio principal da antiga Estação Férrea. No ano seguinte ocorreu o trabalho de paisagismo. Já em 2009 foi inaugurada a restauração do antigo prédio dos Correios e Telégrafos. E em 2016 o antigo restaurante, agora chamado de Espaço Braskem. São locais muito utilizados pela comunidade.

Clarice cita que a antiga residência do chefe será mais um espaço para a cultura. Terá um salão para cerca de 80 pessoas, mais salas para oficinas. E também os banheiros externos, que poderão ser utilizados pelos visitantes, inclusive em eventos. Era uma das maiores carências do complexo da Estação. Dentro do projeto de sustentabilidade, terá 56 placas fotovoltaicas, gerando energia limpa e uma economia de 98%. As placas para energia solar ficarão no telhado da plataforma, local com maior incidência de luz solar.

Canteiro de obras, nos fundos da antiga Estação Férrea, já está sendo montado
– Crédito: Reprodução/FN

A restauração estava prevista para iniciar em abril, mas os trabalhos atrasaram em razão da pandemia. Clarice ressalta que o recurso obtido é específico para essa finalidade, não podendo ser utilizado em outra ação. Por isso a importância de iniciar a obra, para não correr o risco de perder a verba, além de gerar empregos na construção civil. Foi feito o isolamento do espaço das obras, com a colocação de tapumes.

Após a conclusão da quarta etapa, Clarice diz que pode se pensar na restauração de outros espaços. E também no sonho de trazer para a Estação uma antiga locomotiva Maria-Funaça que está atualmente na Ulbra, em Canoas. A presidente da Efica lembra que a Maria-Fumaça já foi liberada para ser transferida para Montenegro, mas isso depende de recursos para o seu transporte, que é bastante complexo, e para a recuperação da locomotiva.

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