Foi retirado o aparelho que salvou a perna de Natália e ela poder[a continuar o tratamento em Montenegro - Reprodução/FN

Na última segunda-feira, dia 22 de julho, foi realizada no Hospital Vita, em Curitiba (Paraná) a cirurgia para a remoção do aparelho hexápode utilizado pela menina Natália Barbosa Tavares, de 9 anos, para a recuperação de sua perna. Ao contrário da última tentativa, em março, foi colocada a haste intramedular, o que aumenta muito as chances de êxito.

Quando entrou no bloco cirúrgico, para uma cirurgia de cerca de três horas, o doutor Richard Luzzi perguntou para “Nati” porque estava com uma carinha de assustada. Segundo o pai, Claudio, a filha respondeu que estava com medo. “Medo? Medo pra quê? Hoje é o Dia Feliz!”, garantiu o médico. E a expectativa era justamente essa. De ver novamente uma menina ainda mais feliz, elétrica, correndo pelas ruas e parques de Montenegro.

Natália está em Curitiba junto com os pais
– Reprodução/FN

A cirurgia foi um sucesso. Foi retirado o aparelho fixador externo, que usava desde setembro do ano passado, e implantada a haste intramedular. “Foi confirmado que osso está totalmente consolidado”, comemorou Claudio. E através das redes sociais, ainda sonolenta, “Nati” fez questão de agradecer o apoio de todos. No dia seguinte, terça-feira, ela já ganhou alta. Junto com os pais, a menina montenegrina deve permanecer em Curitiba até esta quinta-feira, quando deve voltar para Montenegro. O tratamento prossegue, com fisioterapia.

A pequena guerreira

O tratamento da menina montenegrina, que já tinha superado um tumor anterior, só foi possível graças à mobilização da comunidade. A campanha foi muito além da expectativa, angariando os recursos suficientes para a cirurgia, compra do aparelho importado dos Estados Unidos e o tratamento. Através do tratamento e colocação do aparelho, foi concluído o alongamento ósseo da perna. Mesmo em tratamento, Natália seguiu com os estudos, com o ensino domiciliar, através da Escola Walter Bellian. Mesmo com o aparelho, ela já caminhava com o apoio de andador.

Após uma fratura na tíbia da perna esquerda, Nati, como é mais conhecida a simpática e comunicativa estudante da escola Walter Belian, fez uma cirurgia cinco anos atrás. Só que ao ser retirado o aparelho fixador externo de Ilizarov, notou-se que não se consolidou e surgiu o temor de necessidade de amputação da perna. Os pais, Claudio e Daniela, foram atrás de alternativas para enfrentar o problema da Neurofibromatose (NF1), uma doença neurológica rara. A primeira notícia era de que o tratamento só poderia ser feito nos Estados Unidos, o que geraria um custo muito alto. Mas depois de uma viagem para o Paraná, veio a notícia de que a cirurgia, com a colocação de um aparelho, poderia ser feita em Curitiba. Com isso a despesas caíram pela metade. Uma grande mobilização foi feita junto à comunidade para garantir os recursos necessários para o tratamento. Através das doações por contas bancárias, no site Vakinha, rifas e outras iniciativas, foram arrecadados recursos suficientes para a compra do aparelho e o tratamento.

 

 

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