Moradores e usuários da rodovia abandonada fizeram mutirão na manhã deste sábado - Guilherme Baptista/FN

Cansados de esperar por providências por parte do Governo do Estado, alguns agricultores e moradores da região de Costa da Serra, em Montenegro, e de Brochier, arregaçaram as mangas e fizeram um mutirão na ERS 411 na manhã  deste sábado, dia 11. Enquanto Elson Peiter e Gediel Griebeler estavam em tratores, o ex-prefeito de Brochier, Lairton Pilger, e Valdeci Pacífico tapavam os buracos com suas enxadas. O mutirão ocorreu mesmo sob chuvisqueiro, num dos trechos mais críticos da rodovia, próximo ao curtume da Costa da Serra, em Montenegro.

Tratores foram usados para diminuir a buraqueira na rodovia
– Guilherme Baptista/FN

Os motoristas que passavam, além dos próprios moradores, aprovaram a iniciativa. “Eles vêm aqui e não fazem nada. Nós que temos que fazer”, reclamou Valdeci, de 60 anos, dos quais 40 morando na Costa da Serra, enquanto tapava buracos com uma enxada. “Esculhambaram tudo e foram embora”, completa. Já Elson criticou muitos os políticos. “Nós pagamos e fizemos”, reclamou, citando que mesmo pagando caro pelos impostos, as obras não são executadas e ainda são deixadas abandonadas. “Tomamos a iniciativa de tentar arrumar. Esperamos que o poder público também se manifeste”, declarou Lairton Pilger. “Quando o Daer abriu os buracos e começou a fazer a obra, todas a classe política de Montenegro, Brochier e Maratá queria ser o pai da criança. Tiravam fotos e apareciam. Agora todo mundo abandonou. Por que não tomam a iniciativa junto e pressionam o poder público. A gente sabe que a competência da RS é do Daer. Mas o município pode intervir através de convênio. É um caso de calamidade público. É possível fazer. É só querer. Nós temos que fazer. O Estado e município estão inoperantes. Nós temos que nos doar. Não podemos mais ficar na lamúria”, declarou Lairton.

Com a chuva, a RS 411 está ainda mais esburacada e perigosa
– Crédito: Fernando Reidel

A rodovia está abandonada desde outubro do ano passado, quando as obras foram interrompidas logo após as eleições. E desde então os trechos que tiveram o asfalto retirado estão esburacados e com desníveis, ocasionando acidentes, prejuízos e muita preocupação. O Daer alegou que já resolveu as pendências com o pagamento de fornecedor de asfalto e com a empresa responsável pela obra. E que solicitou que a empresa retome os trabalhos, o que até agora não aconteceu, causando grande revolta, inclusive com moradores e usuários ameaçando protestar bloqueando a rodovia.

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