Trechos da rodovia estão em condições precárias e bastante perigosos - Crédito: João Vilso Cruz

No início do mês de outubro, pouco antes do primeiro turno das eleições, iniciaram as obras de recuperação dos pontos mais críticos da ERS 411, que liga Montenegro a Brochier e Maratá. Moradores e usuários da rodovia ficaram esperançosos que iriam terminar os buracos e desníveis. Não imaginavam que a situação poderia piorar, principalmente no trecho da localidade de Costa da Serra, em Montenegro.

Motorista desviam para a contramão, aumentando o risco de acidentes
– Crédito: João Vilso Cruz

A empresa Giovanella, que presta serviços ao Daer, iniciou a retirada de parte do asfalto velho, nos pontos mais críticos. Colocou brita. Mas faltou o asfalto. E as máquinas e operários deixaram o local. Com o trânsito intenso e a chuva, virou uma verdadeira estrada de chão, só que com buracos e desníveis ainda maiores. “O Daer informou que pagou a empresa, mas a Petrobras não estaria fornecendo asfalto”, declarou o vereador Joel Kerber, que junto com a vereadora Josi Paz entrou em contato com a superintendência regional do Daer. “Se a situação estava rui, agora está muito pior”, lamenta Joel. “Estamos cobrando diariamente uma solução, mas não deram previsão”, preocupa-se.

Foi retirado asfalto antigo e colocado brita, mas obra não foi concluída
– Crédito: João Vilso Cruz

O vice-prefeito de Brochier, Fernando Braun, também lamentou a situação, já que a rodovia é a principal ligação para os moradores do município. “Para desviar dos buracos muitos motoristas invadem a pista contrária, aumentando o risco de acidentes”, teme Fernando. “A região tem que se mobilizar para que a obra seja logo concluída”, entende. “Os veículos diminuem muito a velocidade, transitam pela contramão e acostamento. Está muito perigoso”, cita o morador João Vilso Cruz, que postou em seu facebook vídeos mostrando a situação precária.

Não são somente os motoristas que sofrem. Além do risco de acidentes e danos nos veículos, os moradores e comerciantes das margens da rodovia sofrem com a nuvem de poeira. E a situação já dura mais de duas semanas.

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