Durante reunião foi informado que deve ser definido um novo local, entre Capela de Santana e Montenegro, para a instalação do novo pedágio - Reprodução/FN

Em reunião com o secretário Extraordinário de Parcerias do Estado, Leonardo Busatto, foi informado que o pedágio não será mais no quilômetro 25 da RS-240, em Capela de Santana. A alegação das autoridades capelenses é de que, caso fosse mantido neste local, o pedágio iria isolar diversas comunidades do município. “Pareci Velho, Paquete e Passo do Munduca seriam algumas das localidades que teriam que pagar diariamente para buscar atendimento no centro da cidade, enquanto que quem mora na área central também pagaria para ir a Montenegro”, reforçou o prefeito Alfredo Machado. O fato de Montenegro ser referência em Saúde para o município também pesou na decisão.

Com isso, a Secretaria de Parcerias do Estado irá analisar de forma minuciosa outro local, mas garantiu que no Km 25 da RS-240 não haverá mais Praça de Pedágio. “A intenção é encontrar uma solução que contemple Montenegro e Capela de Santana ao não dividir as duas cidades, sem alterar o modelo de concessão proposto pelo Estado”, disse o secretário Busato no encontro agendado pelo deputado estadual Issur Koch.

Lideranças de Capela de Santana tiveram reunião com o secretário estadual Leonardo Busatto
– Reprodução/FN

Contrapartidas
Busatto explicou que o município terá direito a contrapartidas com o pedágio no Vale do Caí. Entre elas, a construção de três rótulas alongadas e passarelas. Para isso, o município deverá apresentar esta semana os locais que considera importante a instalação destas travessias. “Será muito importante para nós estas melhorias, tanto no acesso principal como ao longo da RS-240. Estamos trabalhando para a instalação de novas empresas e a criação de um distrito industrial e as passarelas são fundamentais para a segurança da população”, ressaltou Alfredo.

Questionamentos
No encontro, Issur questionou o secretário a respeito da fiscalização das rodovias após a implantação do Plano de Concessão de Rodovias. “É preciso ter muito claro o que está previsto neste modelo de concessão, pois os contratos têm duração de 30 anos, com impacto direto na vida de milhões de gaúchos”, destacou. Busatto disse que a AGERGS e o Estado farão a fiscalização. “Além disso, em cada praça de pedágio será criado um Conselho de Usuários para acompanhar o andamento das obras de cada contrato, que prevê punições, em caso de não cumprimento de metas, que vão desde multa, redução de tarifa e até mesmo rescisão contratual”, concluiu.

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