Crédito: Tiago Bald/Divulgação

A Emater/RS-Ascar de Brochier realizou, na quarta-feira passada, uma Tarde de Campo sobre produção e comercialização do maracujá. A atividade, apoiada pela prefeitura e pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, teve o objetivo de valorizar a diversificação das atividades nas propriedades rurais, conhecer o cultivo e o manejo do maracujazeiro, iniciando na implantação do pomar até a colheita, além de discutir perspectivas de mercado.

Município conhecido pelo forte potencial na produção de carvão vegetal, leite e suínos, Brochier busca apostar em mais alternativas de renda para as famílias do campo. “Nesse sentido, o cultivo do maracujazeiro azedo se apresenta como uma oportunidade de rápido retorno econômico, viável e com um investimento inicial não tão alto”, destaca o anfitrião da tarde, o agricultor Leonardo Schneider. Na propriedade, são 1000 pés da frutas espalhados em uma área de meio hectare.

O investimento em maracujá, de acordo com Leonardo, começou há cerca de três anos, quando um colega de faculdade lhe deu algumas sementes para o plantio em uma área de testes. “Assim que percebi que havia demanda para o maracujá, ampliei a área para 800 pés, até chegar nos mil atuais, que devem virar dois mil em breve”, afirma o produtor, que colheu 5,6 toneladas da fruta, na última safra, com preço médio de R$ 2,40 o quilo.

Um dos grandes objetivos da Tarde de Campo foi estimular outros agricultores a investir na atividade, já que um dos gargalos ainda é a impossibilidade de comercializar para grandes redes de supermercados por conta da baixa oferta de frutas. O agricultor lembra as exigências de manejo do maracujá, que vão da necessidade de análise de solo, passando pelas podas, especialmente, as de formação, até chegar a eventual dependência de polinização manual, o que aumenta a mão de obra. 

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