Crédito: Divulgação/FN

A Emater-RS/Ascar, em convênio com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), está incentivando ações para que os produtores rurais possam contar com reservas de água mesmo em períodos prolongados de estiagem. A iniciativa engloba projetos de proteção de fontes, construção de cisternas, implantação de sistemas de irrigação, entre outras, para preservar os recursos hídricos e manter assim os cultivos.

Entre os programas públicos apoiados está o Mais Água, Mais Renda, que visa a incentivar a expansão de áreas irrigadas no Estado com vistas a garantir o sucesso da produção primária com sustentabilidade. “A intenção é a de incentivar e facilitar a expansão da irrigação, promovendo o aumento da produtividade e da renda dos agricultores”, enfatiza o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, que salienta o fato de a política pública conceder o licenciamento ambiental e o incentivo financeiro para implantação ou ampliação de sistemas de irrigação.

Em Barão, a produtora Luciane Kuhn, da localidade de Linha Rodrigues da Rosa, acessou o projeto. Há cerca de dois anos, procurou a Emater/RS-Ascar para a realização de uma ação de proteção de fonte em uma área vizinha, que tinha o objetivo de preservar a água da superfície, eliminando o contato com qualquer agente ou meio poluente. “Aqui, onde moramos, sempre tivemos dificuldade em relação à oferta de nascentes, sendo sempre muito difícil o acesso ao recurso tanto para os animais, como para o consumo humano”, explica a bovinocultora. Após, a família investiu na construção de uma cisterna com capacidade para 60 mil litros, não faltando água para o consumo animal.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Samoel Zerbielli reforça a importância do sistema de captação de água para o uso em épocas de escassez, que culminou ainda na implantação de um sistema de irrigação por aspersão para uma área de 0,8 hectares de pastagens. “Não se trata apenas de ter água para o pasto, para os animais ou para a horta da família e, sim, também ter água para beber, que é o caso da fonte”, avalia.

Com um investimento que não chega a R$ 15 mil nas três etapas – com boa parte dos recursos sendo obtidos por meio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com bônus adimplência de 80% para pagamentos em dia -, para compra de mangueiras, caixas, tubulação e bombas, a produtora se diz satisfeita com o fato de ter água disponível em caixas próximas da propriedade. “Antigamente tínhamos de buscar o recurso com o trator, longe de casa, então essa logística se tornou muito menos complicada com a colocação da cisterna”, conclui.

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