Crédito: Divulgação/FN

Um grupo de cerca de 60 produtores rurais participou, na quinta-feira passada, em Barão, de uma tarde de campo sobre bovinocultura leiteira. A atividade foi organizada pelo Sicredi, Emater/RS-Ascar e empresas Justi, Milkparts e John Deere, com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Secretaria Municipal de Agricultura.

O evento teve o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável das propriedades rurais, visando a qualidade, aumento da produtividade, modernização e a rentabilidade da atividade leiteira. As instruções ocorreram em estações realizadas numa propriedade de Linha General Neto Baixo.

À Emater/RS-Ascar coube a estação sobre Análise de Solo e Adubação, que discutiu a importância da aplicação de uma maior quantidade de ureia em pastagens permanentes, como tífton e jiggs, para um maior retorno em produtividade. “Por mais que o investimento pareça maior, ao final o resultado em quantidade de pasto produzido, na proporção, fará valer a pena”, salientou o engenheiro agrônomo Micael da Silva Serpa.

Como exemplo, Serpa citou a aplicação de ureia de e de adubo em uma quantidade até cinco vezes maior do que o convencional – 22 sacos, contra quatro sacos de 50 quilos, por hectare. “Por meio de cálculos, é possível perceber que esse aumento fará com que a pastagem tenha um rendimento de mais de 100 toneladas no total, ao ano”, explica. Ao comparar com o preço médio da ração – R$ 1,20 por quilo -, fica estabelecida a importância de um olhar mais cuidadoso para o solo e para o pasto.

Anfitriã da tarde, a produtora Judite Schäfer destacou a importância do trabalho de assistência técnica, do acesso às políticas públicas e da troca de conhecimentos sobre tecnologias disponíveis como uma forma de fortalecer a produção leiteira na propriedade. “Há cinco ou seis anos, possuíamos 17 vacas que produziam cerca de 230 litros de leite por dia, hoje são 27, que rendem 600 litros. Isto é alcançado com a participação em cursos, capacitações e dias de campo, em que temas como dieta do rebanho, melhoramento genético e práticas de higiene na ordenha são tratados”, assinalou.

Além das políticas públicas nas esferas Federal, Estadual e Municipal, os criadores podem ter acesso a recursos do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) e a outras linhas de crédito para investimentos em equipamentos e infraestrutura rural. “É um conjunto de ações que, somadas ao empenho de entidades, da integradora e de outros parceiros, que acompanham e apoiam, gera resultado”, reforçou o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli.

A atividade contou ainda com o apoio dos extensionistas Samoel Zerbielli e Márcia Bondan e do veterinário Adroaldo Boschi, que abordou a importância dos controles reprodutivos, nutricionais e de produção para o sucesso da atividade leiteira.

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