A história de Linha Francesa é contada no livro escrito pelo baronense Guido Carlos Bourscheid, no qual se percebe que a Linha Francesa é bem mais antiga do que a sede do município. Reprodução/Internet

Considera-se que Barão recebeu este nome porque um nobre alemão, o Barão Luis Henrique de Holleben, foi um dos seus primeiros moradores.

Mas existe uma outra possível explicação para o nome da cidade. Há quem sustente que o nome Barão vem do Barão de Jacuí, Francisco Pedro de Abreu, também conhecido como Chico Pedro ou Moringue.

O pesquisador José Carlos Barreto defende esta hipótese baseado numa fonte respeitável: o livro Montenegro, que foi editado em 1924 e escrito pelo montenegrino Campos Neto.
Francisco Pedro de Abreu, tinha propriedade na região do atual município de Barão e é este o motivo pelo qual a localidade de Vale Suíço, no município de São Vendelino, era conhecida antigamente como Chico Pedro. Ele recebeu do imperador Dom Pedro II o título de “Barão de Jacuí” devido à sua destacada atuação na Revolução Farroupilha, na qual comandou tropas a favor do governo imperial (contra os farrapos).

Campos Neto afirmou no livro Montenegro que “O nome Barão querem uns que seja originário do barão Von Holleben, mas supomos errônea essa afirmativa. Não consta que esse titular alemão por ali residisse”. Na mesma obra, Campos Neto afirma que “O Barão do Jacuí deve ter dado nome à este Distrito”.

Há, portanto, dois barões vinculados à história do município. E existe ainda mais um nobre que teve influência na história baronense. Mais exatamente, com a história da localidade de Linha Francesa, no interior do município.

O outro Barão

Décadas antes da vinda de von Holleben, o Conde Felice de Montravel, que era francês, fundou na região uma grande colônia, vendendo lotes de terra para imigrantes europeus. Esta colônia tinha sua sede no local onde hoje se situa a cidade de São Vendelino mas incluía terras pertencentes ao atual município de Barâo e foi através da colonização promovida pelo Conde Montravel que começou a povoação das localidades de Linha Francesa Alta e Linha Francesa Baixa.

A história de Linha Francesa é contada no excelente livro Linha Francesa, escrito pelo baronense Guido Carlos Bourscheid, no qual se percebe que a Linha Francesa é bem mais antiga do que a sede do município.

A colônia de Montravel chamou-se Santa Maria da Soledade e a sua fundação ocorreu no ano de 1855. Dois anos após, chegaram os primeiros moradores da Linha Francesa, que fazia parte da colônia. Logo que chegaram, eles já se preocuparam em criar uma pequena escola comunitária, pois os imigrantes vindos da Europa não admitiam a hipótese de deixar seus filhos sem instrução. Apesar do nome dado ao local, estes primeiros moradores são todos de origem alemã.

Conforme relata Guido Bourscheid, a primeira escola de Linha Francesa era um prédio rústico, feito de madeira serrada e preparada manualmente pelos próprios colonos. Ela estava situada na Francesa Alta, mais exatamente nas terras do falecido Dalci Wilmsen, e o início do seu funcionamento deve ter ocorrido antes de 1860. Seu primeiro professor foi Georg Bieger. Quando os colonos alemães implantavam uma nova área de colonização, costumavam escolher para professor um colono local com um pouco mais de instrução. Com o tempo se contratava um professor de fora, mais preparado. Para isto lhe era oferecida uma casa junto à escola, com área de terra suficiente para ele cultivar uma roça própria. O que lhe garantia alimento e alguma renda extra. Em Linha Francesa, como na maioria das demais comunidades que começavam, o professor também dava instrução religiosa e a escola servia para a realização de cultos.

Esta preocupação com a educação, que existiu desde o início, é uma explicação para o elevado grau de desenvolvimento que o município exibe atualmente.

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