Filipe Carlos Trein era sócio da companhia de navegação proprietária do grande vapor Garibaldi, e foi um dos empresários mais importantes do Caí do século XIX

O extraordinário progresso do Caí ao longo da segunda metade do século XIX proporcionou o surgimento de algumas fortunas. Uma delas, foi a de Antônio Guimarães, cuja família tornou-se influente no estado e até no país. Um de seus netos, chamado Napoleão, chegou a ser senador e ministro do trabalho nos governos entre Getúlio e Jucelino.

A mais extraordinária fortuna surgida no Caí neste período foi, porém a do comerciante Filipe Carlos Trein (1848 – 1899).

Mais conhecido como Carlos Trein, ele foi o filho mais velho de Francisco Pedro Trein, que nasceu no ano de 1816 em Leisel, na região alemã do Hunsrück. Francisco chegou ao Brasil em 1825, com seus pais João Francisco Trein e Maria Jacobina Moog.

Foi João Francisco Trein que estabeleceu-se no Caí com um armazém no Caí no dia 1° de abril de 1869, quando o lugar era conhecido por Porto dos Guimarães. Seus filhos foram Filipe Carlos Trein e Cristiano Jacob Trein (1850-1916)

Segundo Carlos Henrique Hunsche:

“Carlos Trein foi um dos grandes promotores da imigração italiana que começou em 1875. Ele era sócio da companhia de navegação proprietária do grande vapor Garibaldi e dono da empresa Carlos Trein & Cia, que começou a produção de conservas de carnes, no Caí.”

Depois da sua morte, esta empresa passou a chamar-se Viúva Carlos Trein & Cia e, finalmente, transformou-se em Carlos H. Oderich & Cia, que foi o início da atual fábrica Conservas Oderich SA, que tanto orgulha aos caienses.

O comércio fundado por Franz Trein e continuado por seus filhos Carlos e Cristiano consistia na compra da produção dos colonos da região do Vale do Caí e venda de mercadorias que os colonos não podiam produzir nas suas propriedades, como os industrializados, sal e outros. Todas as trocas entre a colônia e Porto Alegre dava-se através da navegação pelo rio Caí e, como era comum acontecer já anteriormente nas colônias situadas nos vales do Caí e Cadeia, os comerciantes locais operavam também a navegação.

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