Sant’Ana do Rio dos Sinos foi a 18ª freguesia criada no Rio Grande do Sul Renato Klein/FN

Triunfo foi a terceira freguesia (o equivalente hoje a um município) criada no Rio Grande do Sul em 1754, depois da de Rio Grande e da de Viamão. A região do Vale do Caí ficou pertencendo à freguesia de Triunfo.

Em 1756 ficou pronta a igreja de Triunfo e no ano de 1757, a povoação ganhou o seu primeiro sacerdote, que se chamava Thomaz José Clarque. Este sacerdote cuidou da paróquia de Triunfo até 1779 e, portanto, foi o responsável pela assistência religiosa à população do Vale do Caí. Dedicado e meticuloso, ele deixou um registro das suas peregrinações por este território, no qual consta que no território compreendido entre os rios Caí e Sinos existiam, no ano de 1757, oito fazendas. Seus proprietários eram José Leite de Oliveira, Luis Alves Coelho, José Pinto Ramires, Sebastião Gomes de Carvalho, Francisco Dias Sales, Manoel Corrêa, Bernardo Batista e João Velho da Costa. Um ano depois, o Padre Clarque relatou a existência de 16 casas em todo o extenso território compreendido entre os dois rios. Nelas moravam 92 pessoas em idade de confessar. Destas 57 eram membros das famílias proprietárias das casas, 24 eram escravos e outras 11 eram agregados ou camaradas.

Mas a distância que os moradores tinham de percorrer para ir na missa em Triunfo era muito grande e, por isto, eles resolveram construir uma igreja mais próxima. Nos anos de 1770 e 1771 foram remetidos dois requerimentos à Cúria do Arcebispado do Rio de Janeiro pedindo licença para a construção de uma capela dedicada a Santa Ana. A região compreendida entre os rios Caí e Sinos dava a impressão de ser uma ilha pois era cercada pelas águas destes dois cursos d’água e ainda pelas dos arroios Cadeia e Portão. Por isto, aquelas terras eram conhecidas como Ilha do Rio dos Sinos. E a capela a ser criada foi denominada Capela de Santa Ana do Rio dos Sinos.

Nos anos de 1770 e 1771 foram remetidos dois requerimentos à Cúria do Arcebispado do Rio de Janeiro pedindo licença para a construção de uma capela dedicada a Santa Ana. A região compreendida entre os rios Caí e Sinos dava a impressão de ser uma ilha pois era cercada pelas águas destes dois cursos d’água e ainda pelas dos arroios Cadeia e Portão. Por isto, aquelas terras eram conhecidas como Ilha do Rio dos Sinos. E a capela a ser criada foi denominada Capela de Santa Ana do Rio dos Sinos.

O primeiro destes requerimentos foi assinado por três moradores: o Capitão José Bernardo Pereira, o Alferes Antônio Gonçalves Pereira e José Leite de Oliveira. Note-se como era grande – naquele tempo de constantes lutas contra os espanhóis – o número de moradores de Capela de Santana distinguidos com patentes militares e como estas pessoas se destacavam como líderes locais. O pedido foi encaminhado para o Bispo do Rio de Janeiro porque ainda não havia, naquela época, um bispado no Rio Grande. Nesta época, a localidade que veio a ser conhecida como Capela de Santana já existia e devia haver ali uma construção que servia como igreja, mesmo que em caráter precário.

A construção da igreja demorou a acontecer. Sua construção começou em 1803 e a obra foi concluída em 1806. Com a igreja (que atraia a população de toda a região do Vale do Caí) a localidade prosperou ainda mais e, no ano de 1814, o governo da Capitania de São Pedro (como era ainda denominado o Rio Grande do Sul naquela época) atendeu à solicitação de moradores da Ilha do Rio dos Sinos e elevou a localidade à categoria de freguesia, desmembrando-a de Triunfo.

O nome da nova freguesia passou a ser Sant’Ana do Rio dos Sinos e ela foi a 18ª criada no Rio Grande do Sul. Para se ter uma ideia da importância desta distinção, pode se mencionar que Pelotas havia sido elevada à condição de freguesia apenas dois anos antes. Por esta época não havia nenhuma outra povoação com a importância de Capela de Santana nos vales do Sinos e Caí. São Leopoldo só veio a ser freguesia em 1846. São José do Hortêncio foi a próxima a ser criada, em 1848, seguida de Dois Irmãos em 1857 e Ivoti (na época Bom Jardim) em 1867. Montenegro tornou-se freguesia neste mesmo ano e São Sebastião do Porto Guimarães (depois São Sebastião do Cai), somente em 1873.

Ao ser criada a freguesia de São José do Hortêncio, esta se desmembrou de Capela de Santana, o mesmo acontecendo com São Sebastião do Caí.
O primeiro vigário da Capela de Sant’Ana do Rio dos Sinos foi o Padre João Inácio de Mello, que permaneceu neste posto até 1846.

Em 1824, ano em que iniciou a colonização alemã, a Capitania de São Pedro já se chamava Província do Rio Grande. Muita coisa mudara. O Brasil era independente de Portugal e Dom Pedro I governava o novo país. A província estava dividida em cinco municípios (Porto Alegre, Rio Pardo, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha e Cachoeira) e a povoação de Santana do Rio dos Sinos era uma das mais importantes localidades subordinadas ao município de Porto Alegre.

Graças à colonização alemã, São Leopoldo desenvolveu-se rapidamente e só não foi elevada mais cedo à condição de freguesia devido ao tumulto causado pela Revolução Farroupilha. Em 1846, São Leopoldo tornou-se sede municipal, desmembrando-se de Porto Alegre. O novo município foi constituído por três distritos: a Sede, o do Pinhal e o de Santana do Rio dos Sinos.

Deixe seu comentário