Dois galpões foram construídos no Parque Centenário para a realização da Festa da Bergamota, na década de 1970. Um deles, até recentemente, se encontrava de pé (foto), nos fundos do Ginásio de Esportes Heitor Selbach. Nestes galpões, a fábrica Eran começou suas atividades no Caí Arquivo/FN

Depois de um longo período de estagnação econômica, o Caí voltou a prosperar na década de 1970. O doutor Bruno Cassel, já no seu terceiro mandato como prefeito, soube aproveitar a boa fase por que passava a economia brasileira naquela década e atraiu várias empresas para o município, inclusive a fábrica de calçados francesa Eran, que veio a transformar-se depois na filial da Azaléia estabelecida no bairro Vila Rica.

Heitor Pedro Selbach, então no seu segundo mandato, deu continuidade a este esforço e atraiu outra grande fábrica de calçados, a Fasolo, que veio a transformar-se, posteriormente, na filial da Azaléia situada no bairro Conceição. A pujança das duas filiais caienses da Azaléia e mais o desenvolvimento que a empresa Conservas Oderich vem apresentando nos últimos anos garantiram o crescimento do Caí na década de 90. O aumento da renda da população proporcionado pelas indústrias fortaleceu o comércio e a prestação de serviços e fez com que o Caí se desenvolvesse como um polo regional destes setores.

As estradas que ligam o Caí a Harmonia, Pareci Novo, São José do Hortêncio e Capela de Santana fortaleceu esta tendência do Caí ser um centro regional. Tendência que vinha desde o tempo em que as estradas de toda a região convergiam para o antigo porto do Caí.

A diminuição do território, ocorrida com sucessivas emancipações, também fez bem ao município. A prefeitura viu-se livre do pesado encargo de cuidar de um extenso território e pode concentrar sua atuação na cidade, que ganhou novo aspecto com suas ruas asfaltadas e ajardinamentos. As condições de vida do povo também melhoraram, com os investimentos que a prefeitura pode fazer nas áreas de educação e saúde. Foram criadas escolas de primeiro grau completo nos bairros populares de São Martim e São José (municipais) e expandiu-se notavelmente o ensino de segundo grau (estadual).

Um grande revés ocorreu, no entanto, em 2005 com o fechamento das duas fábricas Azaléia. O contínuo crescimento da Oderich compensou, em parte, estas perdas. Mas não foi suficiente. A Azaléia, no fim do século XX, chegou a ser a maior empresa da região. A sua perda poderia ter sido catastrófica para o município, se não fosse pela Oderich e várias empresas novas se instalaram no município, com destaque para a Agrosul. O comércio também teve um crescimento notável

Um fator muito negativo foi o fato do Caí não haver aproveitado na época o “boom” da produção de aves e suínos que impulsionou o crescimento de municípios vizinhos.

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