Com ajuda de líderes comunitários e a união dos moradores, São José do Sul conseguiu sua emancipação Prefeitura/Divulgação

No ano de 1982 emancipou-se Bom Princípio e o sucesso deste município inspirou o surgimento de vários movimentos emancipacionistas na região. Assim, seis anos depois, ocorreram as emancipações de Harmonia, Tupandi, São Vendelino, Capela de Santana, São José do Hortêncio e outros municípios no Vale do Caí. Também estes tiveram sucesso, o que aumentou o entusiasmo pelas emancipações e novos movimentos emancipacionistas surgiram:, como os de Alto Feliz, Linha Nova e Vale Real. Nesta mesma época – no ano de 1992 – começou uma movimentação pela emancipação de Dom Diogo, que então pertencia ao município de Salvador do Sul. Mas o movimento não foi muito adiante porque o principal líder político da comunidade, Mário Jacó Rohr, era então o prefeito de Salvador do Sul e não ficava bem para ele apoiar um movimento que pretendia tirar um pedaço do município por ele governado.

Assim, Dom Diogo ficou para trás no movimento pela sua emancipação.
Em 1993 Mário Jacó Rohr já havia concluído seu mandato de prefeito e foi trabalhar como assessor parlamentar do deputado Erni Petry. O deputado era favorável às emancipações e liberou Mário para trabalhar por elas, dando apoio e assistência aos movimentos emancipacionistas que ocorriam em grande número pelo estado.

Movimento vitorioso
Surgiu então um movimento mais estruturado para promover a emancipação de Dom Diogo, desta vez com total apoio de Mário Rohr. O presidente da comissão emancipacionista foi Cestílho José Gabbardo e fazia parte, também, desta comissão Mirtes Rohr (esposa de Mário) com o cargo de secretária. O apoio da comunidade de Dom Diogo foi geral. Toda a população local estava consciente das grandes vantagens que teria com a emancipação. O progresso obtidos pelos vizinhos municípios de Tupandi e Harmonia eram bem conhecidos de todos e não deixavam dúvida quanto à conveniência de emancipar-se. Mas algumas pessoas, como o empresário Pedro Ivo Hartmann (natural de Dom Diogo residente em São Leopoldo) e Cacildo Hummes foram particularmente importantes nesta fase.

Como a população de Dom Diogo era muito pequena, a comissão tratou de incluir no projeto emancipacionista várias localidades vizinhas, como Linha Bonita Ata, Linha Bonita Baixa e São José do Maratá. O caso de São José do Maratá parecia complicado, pois esta localidade – que pertencia então a Montenegro – ficava muito próxima da sede municipal. Parecia duvidoso que a população local concordaria em deixar de pertencer a Montenegro (uma cidade grande e estruturada) para ter como sua sede municipal a pequena localidade de Dom Diogo (um vilarejo muito modesto). Quanto às outras localidades, a vantagem de integrar o novo município era tão evidente que não se esperava qualquer dificuldade quanto à adesão dos eleitores locais.

Em São José do Maratá, como se esperava, houveram reações contrárias e os líderes emancipacionistas tiveram de fazer um intenso trabalho para vencer as resistências. Contaram, para isto, com o apoio de importantes lideranças locais, como Lírio Hilário Kirst e de Zeca Kranz, que era o vice-presidente da comissão emancipadora. Para conquistar a simpatia da população local, foi acertado que o nome do futuro município seria São José do Sul.

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