O rio Caí é um patrimônio do Brasil e do Mundo. Precisamos preservá-lo e, mais do que isto, revitalizá-lo. Arquivo/FN

A água é benta. Ela abençoa. E assim é com o rio Caí, que denomina, rega e fertiliza, oxigena e embeleza o município de São Sebastião.

O rio Caí é um tesouro que os caienses ainda não estão sabendo aproveitar plenamente. .
Um dos mais belos rios do mundo, ele passa por vários estágios na sua existência. Sereno perto das nascentes, ele tem uma fase de fervor adolescente quando se agita na descida da serra.

Depois vai se acalmando e, a partir da cidade que recebeu seu nome, contente com a homenagem, torna-se tranqüilo e, reconhecido, também prestativo. A partir dali ele começa a ser mais facilmente navegável.

Passando pela região metropolitana e beirado por cidades importantes, como Montenegro, Pareci Novo, Cai, Bom Princípio, Feliz e Vale Real, o nosso rio conserva suas margens verdes. Quem navega por ele quase não vê construções e tem a impressão de estar excursionando no meio da selva.

No futuro, com a reconstrução da barragem Rio Branco e, possivelmente, a construção de outras mais, rio acima, será possível navegar por uma grande extensão do rio.

O rio Caí com as suas margens arborizadas forma um magnífico parque que embeleza as regiões metropolitanas de Porto Alegre e Caxias do Sul, além do Vale do Caí, que é a região mais desenvolvida do Brasil.

Ele tem um valor inestimável. E não apenas para nós. Com a beleza das suas paisagens e a biodiversidade das suas matas, o rio Caí é um patrimônio do Brasil e do Mundo. Precisamos, pois, preservá-lo e, mais do que isto, revitalizá-lo.

A Rua da Praia
Hoje conhecida como rua Tiradentes, a rua da Praia foi, no passado, a mais importante de São Sebastião do Cai. Por ela se chegava ao porto no rio Caí.

Cartão postal encontrado na Alemanha, mostra a Rua Tiradentes numa época em que o Caí era uma das principais cidades do estado
Arquivo/FN

O prédio que se destaca à esquerda da foto foi construído no fim do século XIX e ali funcionava uma das várias casas comerciais caienses da época. Mais tarde, este mesmo prédio serviu para a instalação do Banco Pelotense. Finalmente, ele foi utilizado como presídio. Hoje se encontra em ruínas. Mereceria ser restaurado, pois ele é a maior lembrança do período de apogeu da cidade como polo comercial vinculado ao porto fluvial.

Este postal foi recuperado por Jürgen Zimmer, que é alemão mas um grande amigo do Vale do Caí.

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