A eleição de Hilário Junges foi inesperada e causou, até, alguma preocupação Arquivo/FN

Arno Carrard, pelo mérito incontestável que teve na condução do processo emancipatório de Bom Princípio era visto como candidato imbatível ao cargo de primeiro prefeito municipal. Mas o resultado das eleições realizadas em 15 de novembro de 1982 teve um resultado surpreendente.

Na época era possível um mesmo partido apresentar até três candidatos ao cargo. Os votos dados aos candidatos de cada partido eram somados e vencia o partido que mais somasse votos para prefeito. O prefeito eleito era o candidato mais votado do partido que somasse mais votos para prefeito.

Assim, o PMDB apresentou dois candidatos a prefeito: Arno Carrard e Aloísio Roque Schmitz, ambos da sede municipal. O PDS concorreu com três candidatos: José Hilário Junges, de Tupandi; Silvino Ignácio Ledur, da Sede, e Alfredo Hoffelder, de São Vendelino. E o resultado final do pleito deu vitória para o PDS, com a vantagem apertada de 104 votos.

Hilário Junges fez 1.264, Ignácio Ledur teve 716 votos e Alfredo Hoffelder 615. Portanto, Hilário Junges, por ser o mais votado entre os três candidatos do partido vencedor, foi o eleito. No PMDB, Arno Carrard teve 1.910 votos e Roque Schmitz 581. Arno Carrard, pelo sistema eleitoral de então, não foi o eleito apesar de ser o mais votado individualmente entre os cinco candidatos. O PDS elegeu cinco vereadores e o PMDB quatro.

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