Colônia Santa Maria da Soledade foi criada em 1855 no Vale do Arroio Forromeco , onde hoje está o município de São Vendelino Divulgação/Internet

A fundação da Colônia Santa Maria da Soledade no Vale do Forromeco ocorreu em 6 de fevereiro de 1855 e o governo estipulou o prazo de cinco anos para que a área fosse toda colonizada. Pelo contrato, em um ano 1440 colonos já deveriam estar lá instalados. Mas, neste prazo, apenas 256 haviam se estabelecido. Os primeiros colonos a se fixarem nas terras adquiridas por Montravel teriam sido João Felipe Scheid, Antônio Kossmann, Antônio Ludwig, Nicolau Lermen e Nicolau Neis, segundo consta do livro Monografia de Montenegro, de João Cândido de Campos Netto. Outra fonte, porém, aponta como sendo os seguintes os primeiros imigrantes chegados à colônia: Adam e Cristine Mensche, com uma filha; Peter e Eva John, com dois filhos; Peter Steurnagel, com a mulher e quatro filhos; Johanes Schneucker, com esposa e um filho; Thomas Ebert, com a mulher e cinco filhos; Peter Auth, com a mulher e cinco filhos. Estes, segundo o autor Egídio Weissheimer, teriam sido os componentes da primeira leva de 30 colonos de Santa Maria da Soledade. Devido às dificuldades de comunicação (falta de estradas) e ao perigo dos ataques de índios, pouca gente se arriscava a ir morar naquele local e muitos que para lá foram acabaram desistindo das suas terras e mudando-se para lugares menos inóspitos. Tanto que, hoje, muitos destes sobrenomes não são mais encontrados na população de São Vendelino.

Um exemplo disto aconteceu com o colono Felipe Keller. Nascido na Renânia (região situada no vale do rio Reno) em 1820. Ele emigrou para o Rio Grande do Sul no final da década de 1840, depois que terminou a Revolução Farroupilha (de 1835 a 1845) e a imigração alemã ganhou novo impulso. Felipe estabeleceu-se inicialmente no Portão e lá casou com Maria Madalena Nabinger, em 1851. Em 1857, Felipe Keller atuava na Colônia de Santa Maria da Soledade como seu primeiro pastor evangélico. Mas ele e sua esposa não ficaram na colônia por muito tempo. Já em 1861 ele estava em Montenegro (então denominada Porto das Laranjeiras) estabelecido como tecelão de linho. E ele, certamente, fez bem em mudar-se para Montenegro, pois o seu negócio lá prosperou, tornando-se uma fábrica de tecidos conhecida nacionalmente. Felipe chegou, inclusive, a ser condecorado pelo imperador Dom Pedro II com a Ordem da Rosa, no grau de Cavalheiro. A Alemanha, naquela época, já apresentava um elevado desenvolvimento cultural e tecnológico e por isto os imigrantes que de lá vinham traziam consigo conhecimentos que os faziam destacar-se dos demais. Mas a colônia criada pelo Conde Felice de Montravel (que era vice-cônsul da França em Porto Alegre (ou no Rio de Janeiro, segundo outras fontes), devido às dificuldades de comunicação e transporte, não era o local mais adequado para homens capazes, como Felipe Keller, desenvolverem o seu talento de empreendedores.

 

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