A maioria dos reitores da Unisinos estudaram no Seminário de Pareci Novo. Divulgação/FN

O estado do Rio Grande do Sul tinha uma grande carência de padres, apesar da forte religiosidade do seu povo. Este problema só veio a ser resolvido com a imigração alemã. Foram os padres vindos da Alemanha para atender os imigrantes que aqui viviam que criaram os seminários dos quais brotaram boa parte das maiores vocações sacerdotais surgidas no país até hoje.

Note-se que ainda hoje os bispos com nomes de origem alemã predominam nas altas esferas eclesiásticas. O primeiro destes seminários foi criado no Caí, no ano de 1891, dirigido por padres e irmãos jesuítas, todos vindos da Alemanha. Entre eles estava o padre Teodoro Amstad, viajava pelo Vale do Caí em lombo de mula dando assistência às comunidades católicas da região. Foi ele que teve a ideia de transferir o seminário, das pequenas instalações que dispunha no Caí, para um grande prédio que pertencera à fazenda de José Teixeira, no Pareci Novo, que estava sendo desativada. O imóvel foi adquirido e, em 1894 aconteceu a transferência.

Em poucos anos o seminário cresceu muito, tanto no prédio como no número de alunos, pois eram muitas as vocações sacerdotais que brotavam na colônia alemã do Vale do Caí. Já em 1901 um dos grandes prédios do seminário estava construído. Mas em 1913 o Seminário de Pareci foi transferido para São Leopoldo. E surgiram daí os alicerces da atual UNISINOS. A influência do Seminário de Pareci na UNISINOS foi tão grande que a maioria dos seus reitores estudaram lá. O Seminário de Pareci Novo continuou funcionando, entretanto, até a década de 60 do século passado, como escola preparatória de meninos que aspiravam ao sacerdócio.

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